Novo Catecismo

O gago agora quer a paz
Depois de ter difundido a guerra;
O sacristão quer uma nova era
Sem Satanás…!?

Quer a concórdia, o padre,
A fraternidade,
E todo ele é verticalidade
No seu saber cobarde…

Apela à razão, à beatitude
Lá no seu convento,
E quer-se no advento
Da nova era de virtude!?

Quem não o conhecesse
De ginjeira,
Podia cair na asneira
De tal benesse…

E acreditar
No pároco e nos seus confrades,
Todos eles padres
Do mesmo “pensar”…

E da mesma crença
Totalitária,
De uma só luminária
E avença!

Ali só palram os conventuais
Da sua apostasia,
Qu’o sacristão ali só dá confraria
A outros seus iguais!

Do mesmo traje
E da mesma cepa,
“Santos” da mesma letra
E de semelhante ultraje!

Todos da mesma Ordem Mendicante
E palavra única,
Vestidos c’a mesma túnica
E de igual semblante…

Oram todos a uma só voz
Ali na catedral,
E não há um desigual
A destoar nos dós...

Tudo por lá reza
Num missal mais que visto,
E até oram a Cristo
Num voto de pobreza…!?

Depois de terem saqueado
O templo de Jerusalém,
Ainda arrotam um amém
Abençoado…

O gago tem jeito
Pr’a grande prosélito,
E dele é tod’o mérito
Neste pe(n)sar perfeito…

Uma alma caridosa
Amigo do Ventura,
Esse outro santo de grande altura
Milagrosa!?

É deixa-lo, pois , volver
Ao templo do Senhor,
E doar-lhe o penhor
De nos voltar a benzer…!?

E arregimentar
Outros padres pr’a sua freguesia,
Pr’a se fazer a assessoria
Doutro grande altar!?

Pungente, o gago,
Quer a paz na criação,
E todo ele é comoção
Na sua sensibilidade d’estômago…

Ai, a pylori
Que lh’outorgou tanta ausência,
Pr’a qu’esta parda eminência
Se justificasse a fortiori

E legasse no colégio
A sua beatitude e labor,
E o seu legado de amor
Se vertesse neste sortilégio…

Nesta vasta sindicância
Que por lá tece em segredo,
Porque ond’o gago met’o dedo
A todos sobeja abundância!?

Por isso este apelo
Pela paz e p’la concórdia,
E uma vasta misericórdia
Por quem vê nisto zelo…!?

Ele por lá professa
Apenas o seu pensar,
E arregimenta pr’a orar
Só quem vai na mesma reza…

Por isso, ó sacristão,
Professa por lá os teus votos,
E tom’os teus devotos
Pr’a uma reeleição…!?

E nisto se faça breu
P’la tua passagem e obra,
E que no Éden outra cobra
Nos expulse do teu céu…

Joker

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Posted on 9 de Outubro de 2019, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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