Fechado
Eles ainda são premiados
Por nos fecharem o tasco,
Pois compraram-no tão baixo,
Por valores tão destrocados,
Que pr’a eles fechar
É como vender umas acções,
E tecer umas compensações
Na hora d’embarcar…
Deixar o seu legado
Num prémio anual,
Qu’o Ogro precisa do bornal
Inchado!
E os restantes
C’uma mão à frente d’outra,
Porqu’a coisa é pouca,
Menos do que antes…
E o orçamento
Já nada sustenta,
Que depois da venda
Isso é coisa fora do tempo…
E quem vier atrás
Pois que feche a porta,
Qu’o país é uma montra
Do qu’é capaz…
E já se veem prémios
A serem distribuídos,
Pr’a não serem esquecidos
Nos seus pessoais convénios…
E a classe política
Que por lá franqueia,
Levar o seu pé de meia
Na nossa massa crítica…
Com tais resultados
Podemos, claro, aplaudir,
Porqu’a culpa disto ruir
É sempre dos mesmos culpados!
Os que não veem aumento
Ou coisa que se veja,
E percebem qu’em tal peleja
Alguém vive em contentamento…
E s’isto fechar
Sem apelo nem agravo,
Vão trabalhar pr’a outro lado
Sem ao menos esgravatar!?
E os demais
Que por aqui se restam,
Já nada contestam
Porque não podem mais…
É fechar o tasco
Na força da expansão,
E esperar qu’em tanto milhão
Nem tudo seja um fiasco…
É crer na inteligência
Qu’assim nos governa,
E que tudo s’alterna
Num rasgo de competência!?
E nisso antever
Uma luz no fundo da gruta,
E que no meio de tanta luta
O país ainda crescer…
E depois c’os deserdados
Aos milhares,
Procurar culpados em tais lugares
Já desocupados…
E ainda crer, acreditar,
Que tudo se congrega,
E qu’o milagre s’emprega
Na hora de fechar…
Joker

Posted on 24 de Setembro de 2019, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.














































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