“Advérbio” mais que perfeito
Lá se fez “justiça”
No âmbito do recurso,
Mas o juiz foi escuso
Numa decisão precisa,
E nessa conclusão
Lá alvitrou o crime,
E o móbil em tal “filme”
De corrupção!?
Que lá houve ílicito
E vários autores materiais,
Mas os beneficiários morais
Sem um nexo explícito!?
Que não bastav’o director
Dos serviços jurídicos,
Pr’os enunciar nos ilícitos
De corruptor?!
E s’houve benefício
Na auscultação da “justiça”,
Nada disso os classifica
No mais pequeno indício…!?
E a culpa é da polícia
E do restante Ministério,
E a pronúncia é um mistério
Por tal perícia?!
S’outros são julgados
Em proveito do “querido”,
Não há nisto um olvido
De mais culpados?!
É est’a justiça
Que reina cá no burgo:
O Benfica é um caso d’estudo
Que não s’o explica?!
As leis são-nos iguais
Menos ao “clube querido”,
Que por corruptor é “absolvido”
Por danos colaterais…
E tudo se lhes verga,
A política, os tribunais,
E até os registos processuais
Se lh’os outorga!?
Podem tudo vasculhar
Com atributos de corrupto,
Vivendo com salvo-conduto
E estatuto de par!?
Nem em flagrante delito
Se lhes faz frente,
E é a polícia inconsequente
Com’o Ministério Público…!?
O ladrão de camiões
Nem pr’a isso é ouvido,
E ainda se faz “esquecido”
Em amnésicas decisões…
E é “hospitalizado”
Nesta grande encenação,
E o país cai na degradação
D’assim ser devassado!?
Nem a magistratura
Lhes faz frente!?
Esta perigosa gente
Tem ordem de soltura!
O recado está dado
Ao restante país,
Tudo podem no seu cariz
De clube “amado”!?
Pois é o governo
Qu’a eles se subalterna,
E aos outros governa
Apontand’o dedo!?
A única excepção
É o “clube querido”,
Qu’o resto se leva de vencido
Numa precisa acusação!?
E nisto só s’aprisiona
O denunciante,
Qu’o “clube gigante”
É a nossa prima-dona!!
País de corruptos
E de corruptores,
E de mansos eleitores
Dos nossos políticos…
Está dad’o mote
Ao país real:
A justiça não nos é igual
Em razão do norte!?
E num qualquer formalismo
Tudo lá s’inocenta,
E a impunidade aumenta
No curso do socialismo…!?
E com tais decisões
Velam a “maioria absoluta”,
Qu’o povo quer tal conduta
De “campeões”!!?
E imagine-se, então,
Como era outrora,
Nos tempos da outra senhora,
Quando se condenava sem acusação…
Eram campeões
E logo por decreto,
E o país exultava a coberto
De tais insinuações…!?
Era entã’o divino direito
E a lenda do Eusébio,
E o país um eterno “advérbio”
Mais que perfeito…
Joker

Posted on 18 de Setembro de 2019, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.














































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