Nação valente e imortal…
É a corrupção cultura,
Travo civilizacional?
Todo um traço arquitectural
Que nos escultura?
Há país corrupto
Com governo sério?
Há país, em tal critério,
Que não mereça o seu povo?
Há um país sério
Cujo governo seja corrupto?
Pode um povo analfabeto
Ter um governo de magistério?
Pode uma empresa
Ser em si corrupta,
Quando a sua cúpula
Nunca pode ir presa?
Ou os seus lacaios
Que lhes seguem a regra,
Porque quem os emprega
Os escolheu (já) signatários!?
Há sociedade de vanguarda
Com tais níveis de corrupção,
Ond’o nome da nação
Significa “balbúrdia”?!
Pode uma empresa
Não fazer jus aos seus,
E viver sem abjurar a Deus
No qu’a lesa?
Há limpas sociedades
Quando no mais ínfimo patamar,
O cidadão se quer a roubar
Pr’a poupar nas liberdades?
Há empresas com ética
Quando se deneg’o normativo,
E só s’afront’o indivíduo
Que não vai nessa retórica?
E mesmo depois de provadas
Tod’as “coincidências”,
Não há sanções ou “incompetências”
Julgadas?
E tudo se ri à brava,
Com fatuidade e soberba,
Porqu’a lei é a sua mesa
Quando comem em manada!?
E ainda ganham prosperidade
Em promoções e vistas,
E são os outros os arrivistas
Por escreverem a verdade…
É este o país que somos,
Uma fornalha de corruptos,
E nele tod’os meios são ocultos
Só porqu’os expomos!?
“Dados pessoais”,
Escrevem por pretensa legal,
E nada se passa de mal
Nos registos habituais…
Julgam que escondidos
Nunca s’os descobrirão,
E que nist’a corrupção
Nunca os fez favorecidos…!?
Jogam c’os dados,
Dizem os “experts”,
E depois de descobertos
Jamais culpados…!?
Cultura,
Isto é travo cultural!
O país é um todo igual
Qu’assim perdura…
Há séculos
Que somos este povo,
Nada pois de novo
Nos métodos…
Não há pais sério
Com população corrupta,
E não há nele causa ou luta
Neste reino “ibério”…
É tudo fachada,
Pretensa luta por direitos,
E arrecadar, por grandes feitos,
Outra fantochada!?
E assim vivemos
Mais uma existência,
Mais uma geração na ausência
Do que perdemos…
Há futuro
Pr’a tal gesta de gente?
Pode um país ser diferente
Com tal auguro?
Pode um país ter vigência
Sem ética ou primado legal?
Pode este país Portugal
Deixar dignidade por descendência?
Pode deixar ilustre epíteto
No mundo p’los seus feitos,
Quando nel’os direitos
Convalidam este espírito?
E pode fazer-se Portugal
Como questionava Pessoa,
Quando esta “gente é toda boa”
E “nunca fez nada de mal”…?!
Joker

Posted on 20 de Agosto de 2019, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.














































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