Presságio
Meu caro Sérgio,
Denotava-s’a tristeza,
E nos teus olhos a franqueza
D´homem sério…
Perdemos na injustiça,
No devaneios dos deuses,
Quantos golos se falham, por vezes,
Numa oportunidade precisa?
Quantos remates
Dão três golos em iguais encalços,
E quantas equipas revelam cansaços
Apenas ao ter empates?
Quantos nisto s’indignam
Contr’a injustiça do Universo,
E contra um resultado adverso
Nisto s’empertigam?
E lutam como bravos,
Contra tod’as adversidades,
Nunca mostrando ser cobardes
E acomodados!?
E depois dum recomeço
Contra tod’as imposibilidades,
Retomar, pleno d’oportunidades,
Um jogo adverso?
Sim, vi qu’estavas triste,
Mas nunca resignado!
Assim, vencemos em qualquer lado,
Porque tudo em ti resiste!
Estamos prontos, não duvido,
Pr’a vencermos os corruptos,
Pr’a demonstrar aos deuses mudos
Que não emprenhamos d’ouvido!
E que no campo, tão só nele,
Venceremos com vigor,
Tod’o corrupto ou corruptor,
Ainda que não lhe vist’a pele!!?
E joguem com tal domínio
Que se tenham já hegemónicos,
Crentes em tais feitos lacónicos!?
(A sombra do seu declínio…)
Esses que se dizem gloriosos
Por feitos desd’o fascismo,
Não entendem qu’o seu derrotismo
Foi o qu’os tornou orgulhosos…
E crêem que são os demais
Que corrompem par’a vencer,
Pois deles sempre for’o poder
Nas competições virtuais…
E agora, c’o tal informação
À vista de quem a queira ver,
A eles só os podemos vencer
Na firmeza da razão!
E expressar dentro de campo
Tod’a nossa natureza,
Derrotando a sua “grandeza”
Forjada nos tempos de Franco…
Ou nos de Salazar,
D’Hitler e Mussolini,
Que de Lisboa a Berlim
Só a águia se queri’a voar…
Pr’a s’afirmar a grandeza
De tal povo e raça,
E vingar a caraça
Da nossa grande pureza!?…
Estavas triste, Conceição,
Nessa vitória retumbante!
Somos um clube gigante
Pr’a tal eliminação…
Mas, contra tod’a injustiça
E alheio regozijo,
Este nosso prejuízo
Será a nossa maior riqueza!
Eu acredito, Sérgio,
Que nos vais reconduzir,
E o Porto vai ressurgir
Ali junt’a foz do Tejo…
Calando soezes vozes
E poderes instalados,
E mesmo com padres iluminados
Eles apagarão as luzes,
E ligarão a rega
Pr’a celebrarem a nossa vitória,
E nisso conhecerão tod’a glória
Qu’uma derrota delega!
E saberão que tu, Sérgio,
Nunca desististe,
E que no teu olhar triste
Já se lia tod’o presságio…
Joker

Posted on 18 de Agosto de 2019, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.














































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