Servidão voluntária
Com papas e bolos,
Circo e bugigangas,
E amizades “profanas”
Com “ídolos”,
Se faz a servidão
Voluntária,
Porqu’a regra totalitária
Quer pronta adesão!?
Quer o voluntarismo
Dado p’la propaganda,
Pois sabe quem manda
Desd’o “feudalismo”!
A escravidão
Quer-se voluntária,
Qu’a sociedade é tanto mais reacionária
Quanto maior a desilusão…
Pois, na crença democrática
Viv’o Zé do povo..
E quanto disto é novo
Por sua fé dogmática?
Credo, religião,
Aspiração política…
E a condição atávica
Da própria eleição?!
Em tud’o que brilha
Se tem a fé humana,
E ninguém disto reclama
Por oitava maravilha?!
A servidão humana
Hoje é voluntária,
Qu’a nossa veia libertária
Só dura uma semana…
E se s’aprest’o poder
À “proximidade”,
Negamos na nossa liberdade
O seu querer!
Bastam promessas
E palavras vãs,
Em renovados afãs
E crenças!?
Bast’o convívio
Próximo do poderoso,
Presumido e ocioso
No seu “presídio”…
Pois na oportunidade
Mostra-se voluntarioso!?
O servo mais “caridoso”
Faz-se da necessidade!?
E na escravatura
Em que se subjuga,
Ergue-se uma grande turba
De pretensa cultura
“Reivindicativa”,
Pois qu’a servidão
É a solução
Massiva!
E numa presunção
D’escolha tudo s’aliena,
Qu’a humanidade é “pequena”
Pr’a tão vasta gestão…
E já se dão alvíssaras
Por direitos consagrados…!?!
Qu’os prémios já lhes estão destinados
Em “pequenas” cifras…
Joker

Posted on 31 de Julho de 2019, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.














































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