A criadagem

Fazem-nos o apelo
Numa mensagem polida,
E querem-na sentida
No excesso de zelo!?

E os de sempre, esquecidos
Como parte importante,
Querem-nos hoje o garante
De tantos erros consecutivos!?

E com tudo de si doado
Por nada sem retorno,
Hoje, no seu abandono,
Já é um produto achado?

Já temos importância
Mas não temos chefia,
E quem nisto se cria
Em tanta insignificância?

Afinal no que ficamos?
Somos importantes?
Isto é mais do d’antes,
E nisto nos tornámos!

Um projecto adiado
Nas sentenças da gestão,
Porque nos tinham na mão
Nesse gesto planeado…

Uns quantos vendidos
Aos interesses pessoais,
E quanto aos demais…
Comidos!!

Este é o desenlace
Da nossa fragilidade:
O eterno descrédito
De classe!!

A sentença é pessoal
Na decisão que se “pede”,
E haja alguém que se negue,
Do pessoal!?

Qu’alguns acólitos
Já nos acusam,
E nisto s’usam
Por “bons católicos”!

Querem pressionar
P’la sensibilização,
Mas a preocupação
É acusar!!

E nist’a classe
Já desunida,
Teme p’la “vida”
Na acção de base!!

E na coação
De tantos interesses,
Ficam fregueses
Da direcção!

E nesse orgulho
Defendem a empresa,
E a razão, essa é presa
Por fazer barulho!!?

E os mandatários
Do novo paradigma,
Já nos dão a sina
De contestatários!?

E os “salvadores”
Da pátria antiga,
São a gente amiga
Dos voos anteriores!

E tudo se conjuga
Pr’a batalha perdida,
Qu’a razão sofrida
Já s’a subjuga!!

Mas como pedido,
Como um apelo:
Faça-se um atropelo,
Qu’isso faz sentido!!

E os colaboradores
Dos ex-verões quentes,
São consequentes
C’os outros trabalhadores!!

E nisto exigem,
Dos outros, a violação,
Por pura dedicação
D’origem!

São os prestamistas,
Os condecorados!
Merecem os lugares reservados
Aos accionistas!!!

E quem nisto se revela
Com garbo e honor,
Que seja chamado ao empregador
Pr’a receber a tutela!!

E entregue a classe
A que dizem pertencer,
E que se lhes faça conceder
Um prémio p’lo trespasse!

Que se lhes conceda
P’la carreira um prémio,
E nisto criem um grémio
Como casa da moeda!!

Eu sou apologista
Qu’isto merece ser premiado:
Um retrato emoldurado
De tod’o colaboracionista!

O empregado do mês!
O servidor do ano!
O funcionário mais ufano
C’o seu freguês!

E termos distinção
Na cor que s’usa,
Um vermelho na blusa,
E na cueca um borrão!

Muito s’abusa
Da nossa condescendência,
E haja maior paciência
Pr’a esta gente lusa…

Esta casta d’anões
Que se julgam gigantes,
E ainda, por debutantes,
Se negam a acções!

E os outros, os verdadeiros privilegiados,
Os que fazem coação,
Sempre nos tiveram na mão,
Porque nos sabem “criados”!…

Joker

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Posted on 30 de Junho de 2017, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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