A “Diva” e o Presidente

Estav’a “Diva” no local
Quando entrou o Presidente,
E ela, tod’a contente,
Queria servi-lo como tal…

Queria dispor da sua beleza,
Do seu métier de serviço,
Pr’a qu’o Presidente, noviço,
Nela atentasse a pureza…

A castidade em pessoa,
Como uma virgem vestal,
O que corresponde em Portugal
A uma “gaja boa”!!

Que na presunção d’o ser,
A “Diva” que foi bailarina,
Queria mostrar-se dançarina
Ao poder!?

E ela tudo lá fez,
Pr’á premissa da passagem!
Qu’é preciso muita libertinagem
E desfaçatez…

A “Diva” quer-se especial,
Queria mostrar-se ao Presidente…
E que mulher inteligente
Ali não tem Portugal!?

Imaginem-na “primeira dama”
Deste reino dos corruptos,
E como ela daria mais frutos
A um país que só quer mama!?

O que se perdeu por oportunidade,
Da “Diva”, da bailarina de varão,
De nos dar a sua benção
E a sua maior castidade!?

E pr’a granjeio ainda mais popular
Do Presidente Marcelo,
Era ele ladear-se deste “belo”
Exemplar!?

Mais uma “primeira dama”
Que sairia do reino d’aviação!?
A nossa bailarina de varão
Ainda queria mais fama!

Qu’ela sendo “curta”
Por audácia de chico-espertice,
Era vê-la na “fuçanguice”
De não passar oculta…

E lá se alardeava
Nos seus passos de dança,
E o olhar d’esperança
S’a alguém nist’a notava!?…

– Ai, o Presidente,
Mesmo ali no canto!?
E eu aqui num encanto
Inocente!?

– Olhem-me a “souplesse”,
Esta minha pinta!
Não há ninguém que sinta
Interesse?!

– Eu sou tão bonita,
Sou uma princesa!
Podia ser uma realeza
De chita!!

– Andar de tigresa,
Num fato cerimonial!
E dar um salto mortal
Num varão de mesa!

– Ai, presidente,
Olhe-me por favor!
Eu só sou amor
Ardente!

– Mas é amor fraterno
À causa nacional!
Eu sou de Portugal,
E não tenho governo!?

– Isto é, sou uma desgovernada
Desta minha cabeça!
E ninguém me leva presa
Na minha imagem cuidada!

– Pois tão bem actuo
Como alma inocente,
Que, meu caro presidente,
Servi-lo-ía em duo!

– Sou tão bonita,
Airosa e insinuante!!
Qu’até me parece intrigante
Como ninguém acredita!?…

E lá foi a “Diva”
Servir a “populaça”,
Pois que, perdid’a graça,
Há que fazer p’la vida…

Joker

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Posted on 13 de Junho de 2017, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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