Insofismável

Eu sei que que sou amado
Por tal casal corrupto,
Maligno por astuto,
E de rosto “tapado”…

Por aquela que pede escusa
Pr’a não ser confrontada,
Dessa sua vida airada
De qu’agora nisso s’acusa!

Pois qu’a limpa consciência
Não os faria fugir,
E quem foge só pode consentir
Na sua “inocência”!!

Tamanhos privilégios
Pr’a gente tão corrupta,
Que na sua “nota de culpa”
Foram ainda tidos por “sérios”!!?

Em tanta evidência
De farto crime,
O casal lá fez um filme
De tod’a coincidência!

“Não era verdade” –
Dizem as beatas vozes,
E outros foram seus algozes
Na amostra de “seriedade”!

E agora andam escondidos,
Ou adoecem,
Ou não aparecem
Por “desaparecidos”…

Têm lá o estatuto
De escolher cada colega,
E s’a desconfiança lhes chega,
Mudam d’assunto!…

S’eles me pudessem nisso
Atropelar,
Não se faziam parar
Em tal momento preciso!

Podem sempre tentar
Pois qu’o espírito é criminoso,
E todo o seu percurso doloso
Nunca se poderá apagar!

Vão ter que viver com tal
Pr’o resto das suas vidas,
E podem lamber as feridas
Desse rastreio de mal!

Qu’a consciência desta gente
Não está no mal qu’é feito,
Mas apenas no seu direito
A não ser sabido por mais gente!!?

Queriam nisto ocultar
O rasto de tão vasto pecúlio,
E reformarem-se com’o César Júlio,
Que nada se lhe pode apontar!?

E nesta evidência protectora
Que se faz a gente desonesta,
Tudo o mais o que nos resta
É a verdade sem censura!!

E ela propagar-se-á
Como único elemento de justiça,
Pois a ela nada a ameaça,
Sej’o Diabo ou Iemenjá!

Ou uma bruxa tida por santa,
Ou um taberneiro por empresário,
Ou a conta do nosso erário
Em tanto Mantra!

Nada é mais forte c’a verdade,
Doa ela a quem doer!!
E ninguém se diz sofrer
S’ela se só s’a sabe a metade!!

Há muito por desbravar
No percurso de tal gente,
E não, não me tenho por previdente
S’um dia vos encontrar!

É bom que mudem de passeio,
Que assobiem pr’o lado,
E se nisso for “atropelado”
Por sempre caminhar no meio,

Podem contar c’o reverso
Dessa medalha do destino,
E seja então o desatino
A minha causa sem verso!

E nessa titânica luta
Contr’o crime, corrupção,
Ter no fim a compensação:
Tomar por mim a cicuta…

Joker

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Posted on 11 de Junho de 2017, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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