Usos & costumes

Sempre ouvi dizer
Que quem é desconfiado,
Não se quer imaculado
Naquilo que diz ser!

Qu’aquele que desconfia
Na “virtude” ilegalidade,
Quer provar a liberalidade
Em que se queria…

Nos outros, que não em si,
No rancor de não o ter,
Porque lhe falt’o poder
Do reclamar agora e aqui!

Por isso julga
Sumariamente,
E quer-se inocente
No que “promulga”!

Quer visibilidade
No “rendimento”,
E essa amostra de dentro
À “claridade”!?

Pois que se veja
Tudo o que há pr’a ver,
E se faça corresponder
A quem o sobeja!

Que se faça prova
Dessa transparência,
E s’houver muita coincidência
Que logo s’a devolva!

Às autoridades
Pr’a nisto s’apreciar,
Quem é que se fez pagar
Em tantas entidades…

E às coincidências
De tais rendimentos –
Todos com aumentos –
Se faç’as diligências!

E qu’isto se difunda
A quem o queira ver,
Que há muita a gente a querer
Esta “desbunda”!

Este chorrilho
D’insinuações,
Porque se travam de razões
Pr’a dar sarilho!

Este contante ataque
À instituição,
E a instrumentalização
Do dito “saque”…

Agora à vista
De quem quer ver,
Com tudo a arder,
Já se baix’a crista!

Já se vai ver
As “retiradas”,
E as “horas pagas”
Em tal dizer…

E em tal folha
Já divulgada,
Se a conta é paga
Na própria bolha!?

Com tanto tempo
Sem se bulir,
E s’auferir
O mesmo sustento?

É curioso
Que quem não bule,
Ainda refile
Do alheio bolso!!

Também queria
Não fazer nada,
E ainda ter paga
No que (não) fazia!

Ser doentinho
Quase tod’o ano,
E ainda ter um p(l)ano
Do melhor linho…

E levantar a verve
Por suspeição,
Qu’o outro é um ladrão
Da nossa sede!?

E agor’a vida
Já “escarrapachada”,
Tem-se “acusada”
E quase “detida”!?

Por isso defende
Em putativa defesa,
Que find’a realeza
O trabalh’a ofende!

Quero ver quem ganha
Com esta “transparência”,
E se no fim de tal experiência
Alguém s’amanha!

E s’a instituição
Nisto se salva,
E se tudo acaba
De dinheiro na mão!?

É essa a extrema
Preocupação,
Que do resto a razão
É pequena…

E perant’o ataque
Desenfreado,
O nosso jogo é tomado
Por saque?

O que lhes interessa
É o cifrão,
E s’alguém meteu a mão
Na remessa!

Também concordo
Qu’a seriedade,
É a nossa conta da verdade…
Mas haja decoro!

S’alguém deu abuso
Que haja denúncia,
Mas não se faça diss’a pronúncia
Do nosso costume & uso…

Joker

burro_cenoura

Anúncios

Posted on 30 de Março de 2017, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s