Falta cumprir-se Portugal…

Batemos no fundo
Como nação,
Pois que com tanto ladrão,
O saldo é-nos profundo…

Tanta imparidade
Nesses nosso saldos,
E descobrem-se os “caldos”,
Descobert’a verdade!

Tanta corrupção
Como modo de vida,
E a nação, sofrida,
De tanto vilão…

Banqueiros, políticos,
Partidos, empresas,
Milhões nas despesas,
E ganhos utópicos..

Tanto homem rico
Que não rico homem,
Que tudo nos tomem
Num país raquítico!?

Tanta decisão
Dita por política,
E a Caixa nessa casuística
De tanto milhão…

A favor duns quantos,
E no prejuízo de todos,
Que não foram de modos
A roubarem-nos os bancos!!

Prefiro mil vezes
O “grande capital”,
Que ter este Portugal
Na mão de tais interesses…

E ser “subjugado”
Por quem vem ao lucro,
Do que ver um “louco”
A roubar-nos o Estado!!

E nessa premissa
De país entregue;
E a empresa a que nos serve
Senão à riqueza?

É pois preferível
Ver nela um dono,
Do qu’este abandono
A gente sem nível!

E ser o dinheiro
E a competência,
A ter a proeminência,
Mesmo dum “estrangeiro”!

Do que ver a gestão
De tantos anos feitos,
Em gente com direitos
D’usocapião!?

A nossa bandeira
Estar entregue a ineptos,
Porque eles eram os “netos”
De tod’a bandalheira!

E num país servil,
Ainda na idade média,
Viver a empresa na tragédia
Desd’o ano “mil”…

Aquando da fundação
Dum país sem regra,
Porque nele ainda impera
A usurpação?

Um país tão velho
Feito de vontades esparsas,
E com tantas “raças”
Sempr’o mesmo aparelho?!

Este servilismo
E corrupção,
E uma velha nação
De tod’o “seguidismo”!?…

Que não se sabe como
É que eles lá chegam,
E como é se “aconchegam”
Ao nosso abandono!!?

Não queremos saber,
A não ser do “poucochinho”,
Porque Portugal tem caminho
Na falta de querer!

E a nossa empresa,
Finalmente safa,
Ainda se queria rafa
Com a anterior nobreza?

Essa casta de morgados
De poderes longínquos,
Que nos quiseram famintos
A favor dos seus legados!!

E se Portugal subsiste
Ainda como empresa,
Não é por esta nobreza
A quem tudo se lhe assiste!

É pela vontade
De se fazer Portugal,
Porque nisso se tem ideal
E verdade!

E há gente séria
Que levant’a cabeça,
Não com medo qu’aconteça
O regresso da miséria…

Essa miséria instalada
Como forma de política,
E a massa de gente amorfa,
Conformada…

Gente de coragem
Pr’a dizer a verdade,
E contestar a “liberdade”
Apenas por amostragem…

E dizer não,
À ilegalidade, à arbitrariedade,
E querer a equidade
Na gestão!!

Não essa regra d’ouro
De se favorecerem os vendidos,
Porque eles eram os escolhidos
Por darem “cabelo e couro”…

Os salvadores da pátria,
No engano e na mentira,
E a duplicação da factura
Na “indústria”…

Ajudavam a safar
Pr’a se safarem os próprios,
Qu’eles tinham grandes propósitos
No que podiam ganhar…

Como s’a factura total
Não estivesse bem gravada,
E não houvesse coordenada
Do despautério local!?

E s’aind’a empresa existe
É pelo querer de séria gente,
Porque não lhes era indiferente
O seu destino triste…

Que se fosse p’lo lucro
Na ânsia de gente farta,
Há muito qu’estava morta
No seu producto…

Mas há esperança,
E ela vem-nos do exterior,
Qu’a Portugal o “Adamastror”
Está no cabo da liderança!

Qu’aos portugueses
É preciso estrangeira gestão,
Que há muito que somos nação
De pequenos-burgueses…

E sem visão
Ou liderança,
Temos a renovada esperança
Noutra “invasão”!

Já os Romanos
Lá bem diziam,
Que sem governo, no que faziam,
Viviam os Lusitanos!…

Joker

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Posted on 20 de Março de 2017, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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