O calcanhar d’Aquiles

Er’o belo Aquiles,
Um guerreiro semi-Deus,
Da nação dos aqueus,
De gente “reles”…

Avançavam a Tróia
Pr’a resgatar Helena,
Porqu’a nação era plena
De honra e glória!

A vingança prometida
Sobre Páris e Heitor,
Tinha por único benfeitor
A própria Ilíada!

Um poema, dito épico,
Sobre uma nação de gente,
Que pouco mais nos deu
Qu’o travo eclético…

Descendentes da cultura
Da Íliada e Odisseia,
A Portugal, a “Paideia”
Deus-nos tal “armadura”…

Somos Aquiles,
Semi-Deuses!
Somos Portugueses,
Somos como aqueles…

Homens audazes
E guerreiros,
Fomos os primeiros
A sermos uns ases!

A navegar a eito
Junto ao fim da Terra,
E fomentar a guerra
Como um feito!

Mas duma geração
Dito ínclita,
A versão é mítica
No resto da “navegação”…

Pois com’o aqueu
O nosso “calcanhar”,
Teima em (mal) pousar
Em chão que não seu…

O “osso” vulnerável
Da nossa virtude,
É a falta d’atitude
De povo intragável…

Gente que não vinga
C’os seus acordos,
E que nesses “bons modos”,
Minga!

Gente que protesta
Por não ter estadia,
Porque el’a pedia
Pr’a trabalhar em festa!

Gente que só age
Por dá-cá-aquela-palha,
E que nisso ralha
A quem reage!

Gente que s’ausenta
De tod’a decisão,
Mas quer ter razão
Na venta!

Gente que, agiota,
“Voa” como quer,
Mas se já não os tiver
Grit’ao “cipriota”!

Gente que, sem pontos,
Por ser excessiva,
Quer ter nova vida
Com descontos!?

Gente tão corrupta
Na sua vivência,
Que faz resistência
Somente na culpa!!

O nosso calcanhar,
Ó meu bom Aquiles,
É que sejam sempre eles
A “navegar”…

E que ninguém veja
Já depois de visto,
Que nem Jesus Cristo
Nist’os proteja!!

A não ser os da casa,
Que têm a mesma escola,
Porque descobriram Angola
Na gola da asa…

O nosso calcanhar
Não é termos acordo,
É não se ver modo
De s’o fazer pagar!

A essa gentalha
Qu’o usufruindo,
O vai destruindo
Quando calha!

E qu’agora se queixa
Que não tev’o “voo”,
Porque o marcou
Na “deixa”…

Era de dupla nocturna,
Mas os outros, imbecis,
Montaram ardis
Pr’a passar a uma!!

E esta arruaça
De quem foi “enganado”,
Mostra-nos o lado
Em que temos graça…

Somos tão prendados
Nas nossas pretensões,
Qu’os aviões,
Um dia nos são dados!

Merecemos tudo,
E mais um par de botas,
Porque temos notas
De grande estudo…

Somos uma chusma
De gente desmiolada,
Qu’ainda se queria votada
Na urna!!

Cruzes, credo!
Por quem sóis?!
Afinal, onde vais?
Ao degredo?

Tamanho é o desprezo
Por estes novos “aqueus”,
Que nem no reino dos céus
Deles me tenho ileso!

Andam numa ânsia
A ver no que calha,
Pr’a ver s’este “metralha”
Lhes dá a inocência!?

O nosso calcanhar
Há muito está a descoberto,
Que nem Aquiles, morto,
O vai ressuscitar!

Grita-se pelo “voo”
E clama-se “justiça”,
E vai-se, só por cobiça,
Reclamar que “voou”!?

Não há mais pachorra
Pr’a estas cantilenas,
Pois que d’almas pequenas
Não há quem nos socorra…

Já fomos vencidos
Pelos “cipriotas”,
E os “aqueus” andam às voltas
Dos seus “voos” perdidos…

Deixem-nos pousar
No Portugal vencido,
E depois de tudo perdido,
Assim sim, reclamar!?

Contem c’a Odisseia
E c’a nova vida de Ulisses,
E depois é em Vilar de Perdizes
Qu’encontram a panaceia…

Pr’a curar a ferida
Do nosso calcanhar,
Porque isto de lutar,
É causa já perdida…

Joker

Aquiles 2

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Posted on 17 de Março de 2017, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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