Força!

Prevaleceu o bom senso
Sobr’a pequena prepotência,
Essa sistémica ingerência
Sobr’o nosso censo!

Essa inteligência pródiga
Que tudo dit’a seu favor,
E acumula, com honor,
Apenas quantia módica

Trabalham que nem escravos
Em tanta acumulada função,
Que têm que ter razão
Nos seus agravos…

Nos ditames decididos
Sem serem nisso chamados,
Porque estão sempre trocados
Nos vínculos comprometidos…

Não sabem qual a função
Na confusão decisória,
E confundem moratória
Com adulteração…

São nisto inteligentes
Porque tudo acumulam em si,
E tudo gravita ali
Em corredores contigentes…

E nesta grossa fornada,
Só há uns eleitos – astronautas!
Qu’eles tiveram grandes notas
Na razão da sua entrada…

Estamos nisso bem servidos
Em inteligência e rectidão,
E na “plena representação”
Ainda mais convencidos…

É isto que vamos tendo
Como elementos de classe,
Que quanto maior a base
Mais a cúpula vai encolhendo…

São poucos mas do melhor
Em funções remuneradas,
E s’elas são multiplicadas
É porque há nisto “pudor”!?

E na franca decisão
Onde não meteram bedelho,
Quanto toc’ao aparelho
Já nisso metem a mão!

São sempre contra-poder
Contr’os interesses classistas,
Porque nunca foram grevistas,
Nem nunca o quiseram ser!

Odeiam a força de classe
E só a empresa é que conta,
Porque no fim tod’a conta
É paga na mesma base…

Felizmente qu’é o Papa
Quem nisto decide da bula,
Porque se dependesse da gula
Nem se queimava esta etapa!

Era logo tudo imposto
Como credo p’lo bispo,
E todos voavam a Cristo
Sem conhecerem o seu posto!

Era tudo por fornalha
Em confusão de funções,
Como eles fazem nas acções,
Ou no (des)governo; onde calha!

E assim no céu
Seria como na Terra,
Porque aqui quem enterra
Garant’o seu!

E antes da salvação divina
Há o gozo temporal,
E não vem ao mundo mal
S’a solução vem com dízima!

E o bem sempre prospera
Na graça de quem graça tem,
E se tudo falha há o “Ámem”
Da nova era…

Porque nisto também há crentes
Que querem a minha contrição,
Porque “falhei” na votação
Dos novos dirigentes!?

E que até me perdoam
A minha crença em tal fé,
E qu’até sabiam do porquê
De como agora voam…

E qu’aí vem o anti-Cristo
Na era do fim de mundo,
E tinham a razão de fundo,
Por isto…

Há gente tão oportunista
Que nunca lendo a Bíblia,
A sabe de cor, e por lábia
É moralista!

Não me queiram crucificado
Por escolher de livre alento,
A minha crença é de dentro
E o meu rumo sentenciado…

A morte é o que nos espera
A todos, não tenham medo!
Não façam disso segredo
Se nisto houver uma guerra!

O bispo não me mete medo
Rodeado dos seus curas,
Que todos juntos, nem com esconjuras
Me põem um dedo!

Porque trag’o crucifixo
E o alho de longas lutas,
Qu’elas foram mais que justas,
E a minha força é isto!!

Joker

cobra.png

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Posted on 4 de Março de 2017, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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