A morte da política

O traço da “equidade”
Vinha no “plano d’acção”,
E tod’a uma réstia de população
De “terceira idade”…

Que nesse belo contra-senso
Na busca do “desgaste rápido”,
O estudo mostrou-se sabático
Se lido por extenso!

As velhas “vacas sagradas”
Tão jovens depois dos “setenta”,
Ainda tinham “pêlo na venta”
Para serem “contratadas”!?

E estenderem o seu plano activo
De trabalho até aos cem,
Porque como eles não há ninguém
No “dever cumprido”!

E o partido já renovado
Num jovem testa-de-ferro,
Mantinha-se fora do desterro
Num projecto semi-acabado!

Qu’a junta ali de benfica,
Terra de gente “gloriosa”,
Voltava já muito orgulhosa
À “política activa”!

E no artigo nacional
Ali tão bem escrito,
Já tudo ficara dito
Como se manda em Portugal…

É a porca da política
Na sua vertente partidária,
Ond’a regra não se quer sectária
Pr’a tal “gente paralítica”…

Que velhos são os trapos,
E manda quem sempre aqui mandou,
E s’o partido sempr’os nomeou
Par’os mesmos cargos!?

Porque havia de mudar o vínculo
No que toca lá ao sindicato?
O partido não se quer no pacto (social)
Como no tempo antigo?

Quando então s’abandonou o barco
Pr’ali se mandar na freguesia,
Porque nisso mais rápido se podia
Lá chegar, de facto?

Ou então a horda de demissionários
Na perda do tal tripulante,
Onde esta gente, inteligente,
Outros acusou d’erros primários?!

É isto que lá se perdeu
Na derrota ainda mal digerida,
De tanta gente de mal c’a vida
E qu’o rosto deu…

Ressabiados,
Queriam-se equidistantes:
Comissários, Presidentes,
Quasi-deputados…

E aplaudem nist’o comunicado
Por sobreposição d’atitude,
De gente a quem nisto s’acuse
De estar do outro lado!!

Tudo serve pr’a menosprezar
O trabalho de quem nos representa,
Porque já não se lhes aguenta
De “tanto ter que voar”…

Acabaram-se as retiradas
No mote do trabalho sério,
E agora o seu magistério
São as “bocas envenenadas”…

Juntou-se a fome
C’a vontade de comer,
E quem os queira ver “vencer”
É sondá-los no síndrome…

Ali no palco dos “despontuados”
A dar o mote verbal,
De como lá vai tudo mal
C’os assalariados!

É a força d’abstenção,
O voto que já não legitima,
A comunicação que sai por cima,
E o Armagedão…

Todas razões mensuráveis
De quem perdendo já venceu,
E o mundo o que nisto perdeu
De mentes memoráveis!

Vou ali falar ao “Funcionário”
Que sim, ele é que tem “razão”,
Mas qu’o voto não dá a eleição
Se for minoritário…

É claro qu’é honesto
Saber quem é a oposição,
Mas logo depois da eleição
Já há voto de protesto?!

A culpa de tod’o mal na vida
É, pois, da direcção eleita,
S’até a morte se tem satisfeita
Na imputação sugerida…

Há muito que não via tal
Num mote feito “propaganda”,
Mas haja nisto outra demanda
Que não o poder factual…

E se lavre outro objetivo
Na busca desse bem comum,
E que não se encontre nisto um
Valor qu’ainda esteja vivo???…

Joker

politica-internet

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Posted on 1 de Março de 2017, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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