Verbo

Do mérit’o verbo
É a sua correspondência,
A todo um mundo em incidência
No central nervo!

O verbo acerta
Na espina medula,
E tod’o corpo modula
A palavra certa!

E na correspondência
Entr’o verbo e o ser,
Tem a palavra, poder
De sapiência…

Há uma congregação
Entr’a vida e o verbo,
E o homem tem-se o servo
Da própria afirmação!

E nela revista,
Na palavra “armada”,
Há uma defesa tentada
Numa acção “moralista”!

Como se no processo
Contra tal palavra,
Esta se tornasse escrava
Só p’lo seu protesto!?

E em tal evidência
Tod’o verbo é explícito,
E querem um requisito
Da sua correspondência?

Como s’a verdade
Fosse nisto apagada,
E a palavra enganada
Na sua sinceridade?

Só há uma palavra
Tomada no seu verbo,
E a verdade escrevo
Como obra acabada!!

Pode vir propor
Nisto tais emendas,
Que não escrevo lendas,
Aqui em tal rigor!!

E tod’o este verbo
É em si carnal,
Um lastro animal
De que não tenho medo…

Esta parte plena,
Indissociável:
O meu verbo imutável
E o riso d’hiena…

Joker

hiena

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Posted on 29 de Dezembro de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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