“Diplomacia”

Chegou de forma suave
Como não quer a coisa,
E quase sem partir a loiça,
Veio ao que se sabe!

A infiltrada, a espia,
Queria acalmar as águas,
Para colmatar as mágoas
De quem as sentia…

E salvaguardar o amigo
De ser imputado na culpa,
Ele qu’a privilegiara, oculta,
No seu percurso pródigo!

Beneficiara com tal
Nos planeados por anos,
Que bem mexidos, os planos,
Se tinh’a espia-dual!

Fazia contra-espionagem
Na medida de espiã,
E à nomenclatura do clã
Lá lhes passav’a mensagem!

E nessa boa qualidade
D’espia, qual Mata-Hari,
Aqui procurou tratar
Da nossa “equidade”…

Lá trocou informação
D’extrema pertinência,
Dando de si anuência
A uma outra conclusão…

Politicamente correcta
Se queria pois tal mensagem,
A que só a nossa coragem
A exigiu à letra!

Na denúncia óbvia e clara
De tod’o sistema,
E da culpa, não pequena,
De quem s’investigara…

Mas sem “caso de polícia”,
Qu’isso não vinha ao caso;
Queri’a espia nisso atraso
Em tal pericia…

As provas tão evidentes
Foram nisso esbugalhadas,
E os registos das entradas
À vista d’olhos “inocentes”…

Que tudo lá transmitia
Aos interesses do compadre,
Ele qu’agora tudo sabe
Do que já sabia…

Qu’é corrupto até à medula
No apoio à sua espia,
E a quem ele bem queria
No qu’ainda regula!

E sabendo adoeceu
Na saída do mentor,
Porque tamanha era a dor
No que perdeu…

E a sua espia, esperta,
Afastou-se da resistência,
Pr’a não se ter referência
S’em tal descoberta…

E dav’a morte, por delação,
O combatente em verso;
Que lhe faltav’o texto
Da consagração!

Era aquele desabrido
Na sua crítica;
E aquela nada bonita
No seu conteúdo…

Na leitura, acusava
A denúncia,
Na sua formal argúcia
D’espia “armada”…

Que não aprecia,
Diz com fleuma,
Dessa sua pena,
A poesia…

Qu’a conduta,
Por ostensiva,
Era coisa não-construtiva,
E pouco astuta!

Vind’o conselho de quem,
É pr’a se levar a peito,
Qu’ela espia, leva jeito
Como ninguém!

Queria-se oposição
Num trabalho que não seu,
E disso não esmoreceu
Pr’a eleição…

Quero ver tal conduta
Na hora de se perfilar,
E em que lugar vai estar
Na sua “luta”….

A importância dos espiões
Na guerra subversiva,
É tanto mais selectiva
Quant’as nações!?

E depois escolher o lado
Onde se vai perfilar,
E a seguir fotografar
Um duplicado!

E se nisso imperativo
Faz-se contra-espionagem,
Dando conta de coragem
Ao “inimigo”!?…

Mata-Hari, célebre espia
Dos nosso símbolos-arquétipos!
Mudam-se os tempos, não os métodos,
Na “Diplomacia”…

Joker

mata

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Posted on 13 de Dezembro de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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