Resistência

Colaboracionistas,
Ronda de traidores,
Usurpadores
De fracas vistas!

Uns paus-mandados
Trajados de patrões,
Francos fanfarrões
Arquitectados!

Querem subserviência
Pr’a impor respeito,
Porque lhes falta peito
Em sapiência!

E nist’o seu ganho
É feit’a dobrar,
Que no colaborar
Têm tamanho!

Dizem-se colegas
Quando denunciam,
Porque nisto apreciam
Vincar tais regras!

Pensam que tens receio
D’os enfrentar,
E que vais fraquejar
No seu próprio meio…

Tantos deram a vida
P’la resistência,
Contr’a prepotência
Assim vestida

Nas suas fatiotas
D’ocupação,
E crêem-se na lição
Dos agiotas!

E que somos iguais
Lá nos seus interesses,
De tantas benesses
“Ocupacionais”…

E nessa palavra
D’autoridade,
Têm nessa “verdade”
Qu’a mesma lavra!

Autoritários,
Pequenos-ditadores,
Francos promissores
“Plenipotenciários”…

Pequenos-anões
Na sua coragem,
Que fazem dessa voragem
Outras prisões!

Homens tão pequenos
Nessa vã postura,
Que tudo se lhes augura
Aos bens terrenos!

Crêem qu’os demais
Lhes têm respeito,
Por lá encheram o peito
De vendavais…

Pois que cheguem perto
De quem lhes resiste,
Que já se lhes assiste
Um peito aberto!

Tanta proliferação
Desta casta d’homens,
E tantos, tantos nomes,
Nesta invasão!

Ocupam cargos
Sem réstia de decoro,
E o país a soro
Nos seus encargos!

Estamos ocupados
P’la incompetência,
E só há resistência
Nos processados!

É a morte segura
Pr’a tod’o Ser,
E mesmo tal poder
Nunca perdura…

Uma vez no alto,
Maior é a queda!
E a Justiça é cega
No seu assalto!

Tenho pois lá pavor
D’homens-anões,
Se tantas revoluções
Causaram dor!?

Não sou revolucionário,
Apenas resistente,
E contra tal horda de gente,
Libertário!

Não te tenho medo,
Meu anão-bolacha,
A vida sempre encaixa
Em tod’o lado!

Hoje és um “Duce”,
Mas amanhã o quê?
E quem te viu e que te vê
Ali na mouche!?

Deixa-te d’indirectas,
Diz-mas aqui no rosto!!
És um fraco, um frouxo,
Um merdas!

Vais usar o poder
De denunciar?
E já t’as vou poupar
Por as perder..

Heróis entregaram a alma
Em nome da liberdade,
E í’a tua particularidade
Tirar-me a calma…

Queres ver, não!?
Tremo que nem varas…
Dá comigo de caras,
Qu’eu fujo, então!!?

Joker

new-poster-anthropoid

Há sempre um resistente para cada ditador…

 

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Posted on 3 de Dezembro de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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