Ditaduras

Querer comparar
Fidel com Augusto,
Só a muito custo…
Sem se politizar!

Há comparação
Entre derrubar Salvador,
E um ditador
P’la revolução?

Histórias da História
Qu’hoje são anacrónicas,
E só por mnemónicas
Nos trazem à memória!

Ambas ditaduras
D’um ao outro extremo,
Na forma de governo,
E políticas duras…

E se nisto vemos
Alguma (grande) diferença,
Já temos a sentença
Qu’alguma pertencemos!?

Somos comunistas,
Ou nisto de direita,
Porque a razão, perfeita,
Está em tais analistas!

Somos conotados
Com esses regimes,
Porque somos firmes,
E não enganados!

E s’uma alta patente
Derrub’a democracia,
Com a ajuda da CIA,
E mat’o presidente…

É um acto “igual”
À dita revolução
Que, com armas na mão
Derrub’o “General”…

E aquele Presidente
Democraticamente eleito,
Se morto em tal “feito”
É-o na ordem vigente!?

E nisto é-se idêntico
Nas comuns valas,
Que nisto com balas
Se faz o silêncio…

O homem de farda negra,
Com d’óculos escuros,
Perdura nos “muros”
Da nossa fria guerra…

Internacional,
Por ser criminoso,
É um avô caridoso
Pr’o mundo “plural”…

E o carismático,
Também ditador,
É feito penhor
Do jugo “democrático”!?

Na crise da guerra
É ele o diabo,
Porque não enfi’o rabo
Na terra…

E enfrent’a potência
De travo imperialista,
Pois só um comunista
Tem tal “ingerência”…

E nos seus pecados
Permanece impassível,
Porque sabe qu’o missel
Estará dos dois lados!

E na sua soberania
D’Estado,
Conquista o legado
Da sua via…

É discutível
Tal feito numa ditadura,
Que dura e dura
Por incorrigível….

Mantém-se atreita
Aos seus ideais,
Que não sendo plurais,
Nem nunca eleita!

Não é comparável
A Pinochet,
E quem isto não vê
Na razão responsável?

E dos desaparecidos
De que rez’a História,
Onde fic’a sua glória
D’abatidos?

Lutar p’la democracia
Tem outra legitimidade,
E s’isso dá clandestinidade,
Seja ess’a via!!

Mas nisso se confirme
A comparação,
Há usurpação
Quando nisso há crime!!

Qu’a revolução
Nos tempos d’outrora,
Era outra história
Nesta evolução!

Era outro excerto
D’idelologias,
E de “guerras frias”
A fazer concerto…

Mas nesse semblante
O “libertador”,
Não er’o ditador
De traje elegante…

Er’a aspiração
Da massa popular,
Que não tinha como pagar
Sequer a alimentação…

E nisto comparar
Esse homicida,
De semblante sem vida…
Que fez bombardear

O símbolo da Nação (!?),
C’a imagem do cubano,
A fumar o seu habano
Só por “filiação”!!

Joker

fidel-pinochet

Duas faces da mesma moeda?

Posted on 28 de Novembro de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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