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Só existe democracia
Ond’o acto é público,
E se percebe o intuito
De quem o escondia…

A publicidade
É regra sagrada,
E se sonegada
Por cumplicidade?

Se se planeia
Em regras iguais,
Por que escondem os tais
Na teia?

Porque s’oculta
O que é pois público,
Senão com o intuito
De livrar a culpa?

Há precisas regras
Pr’a publicação,
E onde é qu’eles estão
Nessas listas “negras”?

Nunca lá estão expostos
Os porcos escondidos,
Porque estão recolhidos
A esconder os rostos…

E na publicidade
Do imenso documento,
Há um encobrimento
Da sua “liberdade”!

Qu’é muito mais vasta
Qu’a da maioria,
Qu’a sua democracia
Se basta!!

E por isso sonega
O que não quer mostrar,
E isso não é de louvar
Na regra!?

O porco voa alto
Mas sem planeamento,
Pois esconde-o ao tempo,
Qu’ele não quer palco!!

E um qualquer motivo
Lh’é mensurável,
E tod’o programável
Está no arquivo…

Sem publicidade
O porco não se mostra,
Porque ele não gosta
Dessa liberdade!

E “sem” planeamento
Que por lá se veja,
Presume-se qu’esteja
Em tal cumprimento!!

Somos todos iguais
Mas uns estão escondidos,
E são nisso protegidos
Como grandes animais!

E qualquer razão
Já lhes dá motivo,
Para vir escondido
Da planificação!

O público negócio
Não lhes dá expressão,
E ganham ocultação
P’la mão do sócio!

Esgota-se o princípio
Nestas excepções,
Em tantas justificações
De beneficio…

E na “democracia”
Desta ocultação,
Temos a solução
Pr’a isonomia!!

Em tal “igualdade”
Na publicação,
Temos a justificação
Pr’a arbitrariedade!

Vai sair pr’o Natal
O grande documento,
Já com o locupletamento
“Legal”…

E no grande ficheiro
Que por lá se lê,
Quem um porco vê,
A não ser p’lo cheiro?

De rabo escondido,
Esconde-se no chiqueiro,
E tod’o ficheiro
Está nisso encolhido!

Mas é seguro e certo
Qu’o porco ali mora,
E só não se sab’a hora
Do seu voo encoberto!

Mas temos por convicção
Que tem planeamento,
E que vai dar cumprimento
À sua “planificação”

Que por ser virtual
Não deixa de brilhar,
E o porco não vai voar
No Natal…

É de família o cerdo,
Apesar das ausências,
E nessas coincidências
Ele chega cedo…

Ou então sai tarde,
Mas vai ao Novo Ano,
E não há nisto engano
Por grave!?

E no mesmo destino
Mil vezes repetido,
O seu dever está cumprido
Por mais um ano…

E pr’a publicidade
Presta-s’a maioria,
Qu’isso dá democracia
E prosperidade…

Joker

Posted on 14 de Novembro de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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