Os porcos de boa-memória 

Os porcos de boa-memória
Por vezes são esquecidos,
E não lembram tempos antigos
Da sua história…

E vê-los a recitar
Poemas da velha guarda,
Como s’a memória bastarda
Se pudesse usar!?

E nessa fraca lembrança
Invocam milhões (!?),
Multiplicados por acções
De grande abastança!!

É deles a palavra d’ordem,
Mas em surdina,
Que da sua mente pequenina
Nunca s’escondem!!?

Só do palanque
Pr’a dar a cara,
Qu’a sua memória clara
Daí esteve ausente!!?

E já se proclama
O acordo por mau!?
E o porco faz sarau
Por querer mais grana!!?

Também eu queria,
Ó triste reco!
Mas foi mau o método,
Qu’ele mal se via!?…

Já não te lembras
Desse teu conteúdo,
Quando lá “peitudo”
Tinhas agendas?

E assessoria
De largo espectro,
Que quanto ao resto,
Pouco fazia?!

Não te recordas
Da inocuidade,
E dessa vaidade
Feita de modas?!

E assessorados
Em tal calibre,
Que Deus nos livre
De novos dados!!?

Deixa assim estar
Qu’é mal menor,
Que pr’a pior
Mais vale pagar!!

Que não foi curto
O que recebeu,
E do que nos ardeu
Por seu contributo!!

Centenas de milhar
Bem negativos,
Qu’os amigos
Servem pr’a assessorar!!?

E depois fingir
Que s’esqueceu,
E que vei’o breu
No qu’arguir…

“Ahhh, não me lembro…
Houve um acordo?!
Era tão novo…
Foi em Setembro?…”

“Um pagamento?..
Não sei de quanto!!?
Qu’até m’espanto
Não dar aumento!!?”

“Um ano ou mil?
Mas eu lá sei!?
O qu’acordei
Foi em Abril!?”

“Quantos milhões?
Mas cruzes, credo!!?
Que metem medo
Tantos cifrões!!?”

“Sim, não recordo
Esse regime!?
Mas isso é crime?!
Há nisso dolo?!”

“E o presidente,
Sim, esse génio!!
Não fez convénio
Por deligente??”

“A minha memória
Não é o que era!?
E se na alta esfera
Tenho trajectória!!”

“A concelhia?
Tenho memória!!
A minha maior glória
E alegria!!”

“Na mesma época?
Coincidências…
Sem interferências
Em razão da ética!!”

“Sim, sim, lembro
A vacatura!!?
E a legislatura
Em que quase fui membro!!”

“Por uma unha-negra
Lá não fui tribuno!?
E ainda fazia turno
Nesta mesma guerra??”

“Sou pluridimensional
Na carreira política,
E não me falta massa-crítica
Negocial…”

“Mas não tenho presente
Os termos do pagamento…
Er’a cem por cento,
Ou condicionalmente?”

“E por quanto tempo?
Vou lá eu saber!!?
É só nisso ler
O incumprimento!!?”

“Não há preto-no-branco!?
E a culpa é minha?!
S’a memória me definha,
Qual é o espanto!?…”

De boa-memória
Se têm tais cerdos!?
E se fomos lerdos
Na sancão compulsória

Não temos qu’olvidar
Quem se fez “esquecido”,
E só agora ressurgido
Na sua forma d’estar!..

Joker

porco

Posted on 27 de Outubro de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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