Bom comportamento

Têm mais crédito
As versões vampíricas,
Porque não são líricas
No seu saber feérico!!

E qualquer chefia
Lhe dá o seu aval,
Porqu’o sabe leal
A quem o servia!

E tod’o argumento
Qu’isto não assuma,
Não se coaduna
Ao seu bom comportamento!!

Vale mais o morcego
Qu’a própria hierarquia,
E dá-se a apatia
Ao critério mais cego!!

Pois nele só se escreve
Esse grande argumento,
Qu’é dele o cumprimento
No quanto se lhe deve!?

E até no anonimato
O vampiro tem mais voz,
Que tod’o resto de nós
Junto ao “patronato”…

Por isso o lema
É o vampiro imperar,
Que quem o queira julgar,
Não val’a pena!?

Está protegido
Em tal disputa,
Que c’a sua boa conduta
Nunca será “arguido”!

É o sinal das eras
Nas grandes vozes da ética,
Pois qu’em tal luta titânica
Vencem as feras!!

E quem tem juízo
Cala-se e pronto,
Que nisso tem desconto
E menos prejuízo!!

Pois qu’o morcego
É imortal,
E nada de mal
Lhe tir’o emprego!!

E quem s’arrogue
Por lhe meter a estaca;
Não tem parte fraca,
Nem parente pobre!!

É aristocrático,
Pleno d’amizades,
E por tais compadres
Tem-se profilático!

Este nem c’oa estaca
Se lhe vai ao coração,
Porque tem sempre razão
Quando s’o ataca!!

E mesm’a dormir
O seu sono dos justos,
Não lhe pregam sustos
Qu’o façam fugir!!

Notem a soberba,
O andar galante!!
O vampiro, errante??
A chefia nega!!

É nisto bom moço
E melhor prendado,
O primeiro empregado
Que se tem no esboço!!!

E qualquer denúncia
Que se lhe aponte,
Não se tem a monte,
Que não há pronúncia!!

E tudo s’arquiva
Por processo incauto,
E não se lavra auto,
O que assim o livra!!

Nunca existiu
Por ser transparente;
Desapareceu de repente,
E ninguém o viu!??

Há uma acusação
De teor formal??
Isso não é normal!!
Ao vampiro, então!??

É já pró caixote
Pois que s’arquiva,
E qu’isto sirva
De futuro mote!!!

Julgar o alado
Por insubordinação?!
Haja contenção!!
Insubordinado??!!!

O vampiro-menino?
O nosso modelo??
Isto é um atropelo
Ao saber mais fino!!

Faça-se acusado
A quem fez a denúncia,
Ou melhor pronúncia,
E já condenado!!

Qu’o menino é lindo
Pr’a s´o despedir,
Quanto mais nisto arguir
Qu’ele é desavindo!??

E que levantou a voz
C’o dedo em riste,
Porque se lhe dava chiste
Num terror atroz!?

E que mais histérico
Lá tentou morder,
Só pr’a se saber
Como el’é colérico!??

E por prescrever
Nem sequer há caso,
E dá-se-lhe ocaso
De nunca mais o ser!!

E s’o denunciante
Fizer finca-pé,
Diz-se qu’o banzé
Foi muito distante!!

Pois lá pr’a Belém,
Terra de tal Cristo,
E que não há registo
De gente de bem!!

Mas s’a evidência
Se mostrar em prova,
Faz-se a contraprova,
Já sem audiência…

E ving’a tese
Do vampiro-santo,
Que não causa espanto,
Nem outra exegese!!!

Daí a omissão,
E nem ai nem ui,
Que tudo s’intui
Nesta explicação…

Joker

shadow-dafoe

Posted on 14 de Outubro de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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