Boa-nova!

Perderam santo protector
A menina e o menino,
O vampiro, e tod’o figurino
Voador…

E que vai ser do protozoário
Tido por “colaborante”,
Se assim de repente
Se tornar desnecessário?

Já sabemos qu’o “caraquenho”
Lá mantém quem lhe faz trocas,
Que pr’a ele são “caracas”
Do maior tamanho!?

O que ele fez de “MIA”
Em trocas por sucessivas,
Que nisso são permissivas
Porque ele as queria?!

O que vai ser de tanto reco
A viver sob o seu manto,
Agora que que se foi tal santo
Do esterco?

Quem vai se pôr a correr,
A ganhar o tempo perdido,
Se já não se tem protegido
Quando volver?

Vão correr mais umas léguas
Não tendo o santo na casa,
E s’o interesse já não casa
Com outras regras?

Vamos perder campeões
Nesta égide da mudança,
E já não acareamos a esperança
Dessas ostentações!!

E os retratos d’amizade
No centro da secretária,
Como prova necessária
Da sua seriedade?

E o que fazer às missivas
De tanto porco anónimo,
Se até com pseudónimo
São devolvidas?

Quem as vai poder mostrar
Como troféu de competência,
Se nisto se der coerência
A outra forma de poupar?

Tudo muda pois um dia
A quem nisto se tem impune,
E se quem manda nos une,
Na certeza doutra via!!

Acabou-se a promiscuidade
Dos “amigos lá de casa”,
E da familiaridade que casa
Com a oportunidade!?

Haja decoro e justiça
Como forma de trabalho,
E como carta-fora-do-baralho
A mera cobiça…

E se tome por igual
A quem cumpre,
E a quem nisto se compre
Por “bestial”!?

E s’acabe com tal lista
Dos amigos sempre-em-pé,
Que nisto se sabe quem é
Por totalista!!

Sempr’os mesmos no bem-bom
À custa dos otários,
Porque eles eram costumeiros
A baixar o tom…

Havendo igualdade
E fé no sistema,
Quem dá nisto anátema
De seriedade?

Não havendo prova
Doutra confiança,
Esvai-se-nos a bonança
Desta boa-nova!!

E se lá os virmos
Em tais “coincidências”,
Temos reticências
Em nist’a seguirmos!

Cremos qu’a vontade
Dum trabalho sério,
Terá seu magistério
Em tal novidade!!

O fim do sistema
Do “colaborador”,
Por outro melhor,
Numa equidade plena!

E se sint’a certeza
Qu’existe gestão,
E não há usurpação
Por debaixo da mesa!!

E no fim d’anos
De gestão à mão,
Haja “informatização”
Sem maiores “enganos”…

E haja uniformidade
Em tais soluções,
E não ver duplicações
Por mera cumplicidade!

E não ver excepções
Em tantos pedidos,
Que só são concedidos
Por suas petições!!

Às pardas-eminências
Dum sistema VIP,
Que vão por convite
Quando há assistências…

E p’la boa acção
Podem acumular,
Folgas a triplicar
Em qualquer estação!

Ou dar o exemplo
Por se estar no topo,
Porque não há maior sufoco
Que ter um planeamento

Que seja elaborado
Segund’o Acordo,
Porque isso é um estorvo
Regulamentado!

E se se faz a regra
P’la portaria,
Não pod’a chefia
Ser exemplo d’entrega?

Venh’a transparência
Em regras iguais!!
Sim, que nunca são demais
Na sua suficiência!!!

Joker

regras

Posted on 30 de Setembro de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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