Solidariedade

Como não embarco em unanimismos e penso pela minha própria cabeça, aqui expresso a minha opinião sobre essa fatalidade da morte, por circunstâncias penosas da própria vida…

Correndo o risco de, ao expressar a minha opinião, gerar movimentos contra dessa onda de solidariedade que, quer se queira  quer não, não contempla e não dispõe de todos os elementos de análise, devo, ainda assim, por dever de consciência e, de cidadania, escudar-me na segurança e razoabilidade da lei, no bom senso (e melhor preparação) do julgador, e na melhor preparação (e ponderação) dos orgãos de polícia criminal perante situações similares de futuro. Sim, porque a morte de uma criança, seja ela de que etnia for, não pode nunca, em circunstância alguma, servir de atenuante à procura, e descoberta suprema da verdade. A morte, a morte dum ser inocente, devia ser a causa primária de todos os movimentos expontâneos de solidariedade, e não uma forma de expiação dos nossos trejeitos xenófobos ou racistas…

Tenho dito!!

 

Solidariedade

Somos solidários
Nessas “grandes causas”,
E temos todos asas
E meios necessários

Pr’a vingar a Lei
E a maior Justiça,
E ao juiz s’atiça
A decisão da grei!

Pois qu’a popular
Serve melhor a gente,
E é-lhes indiferente
Quem isto vai julgar!?

Como s’ao julgador
Lá se sobrepusessem,
E eles mesmos soubessem
Mais qu’o legislador!?

E nessa “lei injusta”
Ver nisto crime menor,
E a vida não ter valor…
Assusta!?

Não question’a decisão
De quem s’aprest’a ajudar,
Mas nisto querer condenar
A legislação?

Que sabemos nós
Dos factos?
E quem protege os fracos
Do seu destino atroz?

Há responsabilidade
De quem protege,
E nisto só quem age
Sabe da verdade!

E a vida tem valor
Supremo!!
E todo e qualquer género
Tem protector!

Somos todos iguais
Perante’a lei,
E a força só se tem
Em medidas tais!

É o equilíbrio
Dos valores qu’está em jogo,
E tod’o nosso povo
É destinatário!

Há especial responsabilidade
No uso da força,
E a mesma só s’acusa
Por liberalidade…

Em causa estão os valores
Da democracia!
E quem nisto queria
Outros melhores?

A violência deve ponderar
Os bens em causa,
E nisto se dá pausa
Se pode matar…

Aceit’a solidariedade
Nessa ajud’a outrem,
Mas questionar-se outro alguém
D’arbitrariedade?

Só porque se julgou
D’acordo c’a regra,
E tod’a sociedade nega
Que s’assassinou?

E a morte do infeliz
Nisto quem a chora,
E s’o pai nisso colabora,
O crime não se fez?

Mal de tod’o cigano
“Que se der à morte”,
Que há gente que lhes tem em sorte
Registo inumano…

Solidariedade,
Mas com ponderação,
Que quem fez a legislação
Foi a sociedade!!

*

mw-768

Posted on 12 de Setembro de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s