Arquétipo

Sobram-me arquétipos
Em tantos exemplos
De tod’os tempos,
Em modelos “éticos”…

Qu’o inconsciente
Dito colectivo,
É repetitivo
Em tal grau de gente!

E nesse modelo
Cada um assume,
O que nele se resume
A sê-lo!

Uma imagem dada
Como opção,
E a materialização
Criada!

E nessa assunção
Da nossa psique,
Nela lá s’explique
A nossa opção!

E se determinada
Em tal consciente,
Não ser indiferente
A obra inacabada…

Como s’o modelo
Por determinado,
Não fosse fechado
No sê-lo!!

E mesmo arquétipo
Por primordial,
Não fosse conjuntural
No ético!

Como personagem
A que se dá vida,
E nela fosse resolvida
A própria mensagem!

Uma concepção
Dum modelo aberto,
Que tomado incerto
É a própria criação!

E no inconsciente
Dito colectivo,
O arquétipo assumido
Ser gente!!

E nele a imagem
Como construção,
Entrar em negação
Na própria abordagem…

Como s’o conteúdo
Do modelo aceite,
Não se nos aproveite
Em tudo…

E por modelo a metade
Na sua assunção,
A nossa humanização
Nos tarde!

E send’a ética o fim
De tod’o processo,
O arquétipo tem excesso
De “mim”…

Toma-s’o modelo
Por apropriação,
E mesmo em negação
No sê-lo…

E na confusão
Deste ser-se arquétipo,
O modelo é “ético”
Do princípio ao fim….

Joker

MP 433; Matejko, Jan (1838-1893) (malarz); Stańczyk; 1862; olej; płótno; 88 x 120 [106 x 135 x 9]

MP 433; Matejko, Jan (1838-1893) (malarz); Stańczyk; 1862; olej; płótno; 88 x 120 [106 x 135 x 9]

Posted on 7 de Julho de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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