O poeta bronzeado

Ai, que saudades
Duma rima,
(Nem que fosse pequenina)
Desse poeta de “Caldes”

Prodigioso
Em tal saber,
Qu’ainda o vou ler
Em dia nebuloso

Pr’a suscitar o astro
Que n’ele irradia,
Em cada verso que lh’ardia
Num sentimento puro e casto…

E aproveitand’o calor
Da terra do seu gosto,
Nem era precis’o Agosto
Nem vê-lo no equador

Pr’a tê-lo bem inspirado
No sol e água quente,
Que não é pr’a tod’a gente
Ser-se poeta bronzeado!!

E em tanta métrica
De versos do bem bom,
Eu gabo-lhe tal dom
Em voz poética!

O poeta do verão
O ano inteiro,
Em tal destino primeiro
Por “pontuação”!!

Mas inspirado
Nunca os esgota,
E do seu verso brota
Ser o mais “pontuado”…

E em tal boa-vida
É o poeta um “Pessoa”,
Ainda que não de Lisboa
Mas da “Florida”…

Fruto da mestria
Que cria o génio,
O poeta tem o prémio
Do MIA!!

Alto galardão
Ao poeta aclamado:
O mais bronzeado
E, sem ser no Verão!!

Qu’até o careca
Todo despelado,
Se sente galardoado
No seu amigo esteta!

E o qu’a varina exulta
Em tal poesia?!
(Qu’ela nunca entenderia
Por demasiado culta)

Joker

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Posted on 14 de Junho de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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