A santíssima trivialidade

Com saídas d’emergência
Tem-se outro fórum anão,
Onde falam ao coração
As vozes da “consciência”….

Tanta Maria Madalena
A excomungar seus pecados,
E recebendo recados
D’imensa pena…

É o perdão
Uma faculdade,
E por lá a liberalidade
Tem salvação!!

Não s’apontam rostos
Desses “pecadores”,
E os dedos acusadores
Visam os opostos!!

Querem o céu na Terra,
Mas por divina concepção,
Pois tod’a salvação
Está em quem mais erra!!

Esses como exemplo
Lá são defendidos,
E mesmo os protegidos
Fingem o fingimento!

Tudo serv’a causa
De libertar poeira,
Pois qu’a pedra primeira
Bateu na sua casa…

E umedecidos
Perant’os factos,
Já não são ratos
Incompreendidos…

O que se prova
Pois não s’esconde,
E um “Visconde”
Nunca se dobra…

E lá altivo
Faz a defesa,
Qu’é da “realeza”
Do voo amigo!!

E nessa fé,
A Santíssima Trindade
Tem igual credibilidade
Na ralé…

Qu’o triunvirato
Que lá se funde,
Não se confunde
Com Deus ao alto!!

Pois qu’a Trindade
É o pai e o filho,
E o espírito
De tod’a santidade!

Não esta remissão
Feita de pecados,
Que contabilizados
Não dão salvação!!

Porqu’o problema
Na razão anã,
É que todo este afã
Só se quer por cena!!

É pois só poeira
Para os nossos olhos,
Porque eles zarolhos
São com’a toupeira…

Pois na escuridão
Do mal revelado,
Fazem do provado
A inexactidão!

E na confusão
Desse diz-que-disse,
A charlatanice
Cria a ilusão!!

E quem não se crer
É só ver o “auto”,
E s’o mundo é fátuo
De gente sem ver…

Podem pois seguir
O fórum anão,
Que nessa conversação
Tudo se faz parir…

Mandam os recados
E depois sonegam,
Mas não s’entregam
Culpados…

Defendem a honra
A doutrem e sua,
Pois lá só se actua
Na sombra…

Que maior interesse
Pode ter a verdade,
S’a claridade
Lá se visse?

O mundo dos ratos
Requer escuridão,
E no fórum-anão
Não há “carbonatos”…

Por isso não vendo
No mundo da sombra,
A prova qu’abunda
Não s’a vai lendo…

E nisso “inocentes”
Sobejam anões,
E clamam petições
“Incandescentes”!?…

E nessa negação
Renegam o facto,
E o mundo por fraco
É um anão…

E veem vingança
Num acto verídico,
Porqu’ao político
Dá confiança…

Que nisto mostrar
Tod’a verdade,
E ter a veleidade
De s’a divulgar

Confronta réstias
Desse sistema,
Pois qu’esta pena
Só dá moléstias…

E nisto vistos
“Não” têm rostos,
E que desgostos
Nos amigos, mistos!!

Pois temos pena
De s’o dizer,
E quem quis comer
Que tenha “antena”…

Eu quero saber
Quem mos comeu,
E s’alguém lhos deu,
A razão de ser!

E vincar a ruga
No rosto do lado,
Pois qu’o sei comprado
Como sanguessuga!!

E ao menos qu’o saiba
Qu’eu também o sei,
E se não houver mais lei
Qu’um feijão não (lhe) caiba!!

E no mais saber
Que no mundo dos anões,
Há sempre mil razões
No qu’esconder…

Joker

velazquez_sebastian_morra

Posted on 31 de Maio de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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