A ética da suficiência

Pensam que vencem
Só pelo número,
Porque “convencem”
Ser ess’o rumo…
Que acostumado
À desventura,
Hoje não dura
Por denunciado!!

E quem o queria
Continuado,
Está inflamado
Porqu’o servia!

Toda uma “nação”
De pequenos pilantras,
Que cantam mantras
De perpetuação…

E nisto s’ajuntam
A reclamar,
Qu’eles não apontam
O dedo ao ar…
E são d’ética
Sempre tão pronta,
Qu’o que lhes conta
É a resposta cética!

E denunciado
O velho sistema,
A trupe reclama, (mas)
Não dum único dado…

Qu’importam provas
Nos rostos amigos,
S’eles são tão queridos
A voar nas “folgas”…

E todos vendemos
“A alma ao diabo”,
Porque um dia a menos
Não nos traz menoscabo!
Mas a gente d’ética
Quer fazer-nos parvos,
Se em tantos dados
Se vincam em tal apologética!!

Não é o pontual
Que cria o sistema,
Mas ser sempr’a mesma
No registo igual…

E a corrupção
Não s’a faz por acaso,
Porque nisto só há caso
Em tal intenção!!

Sim, p’los meus
Também faço “tudo”,
Mas tenho em “Deus”
A razão do mundo!
Pois qu’a consciência
Tem valor maior,
E nesse rigor
Há “culpa ou inocência”…

Qu’o crime
Tem razão no dolo,
E não me façam tolo
No que se define!

Só a intenção
No valor do acto,
Faz do crime um facto
Na sua consumação!

Pois qu’a intenção
Sem s’a consumar,
Tem definição,
Mas como s’a provar?
E aí é a moral
Como interno valor,
A razão maior
Do nosso ideal!

E o que se faz
No nosso segredo,
É o maior enredo
Que por cá nos traz!

A definição
Daquilo que somos:
Gigantes ou gnomos
Da humanização!

O número é parco
À razão convicta;
O escreveu Plutarco
Nessa história escrita!
Pois qu’a qualidade
Da composição,
Gera uma Nação
Duma simples cidade…

Ou cria uma “raça”
D’homens sem bandeira,
Porqu’a razão cimeira
É a sua “praça”…

E o seu umbigo
Por se ter “maior”,
Tem-s’o Adamastor
Do nosso castigo!!

E nessa nação
Há muito perdida,
Tem-se a inação
Como coisa erguida!!
E essa bandeira
Uma vez d’arrasto,
À nação inteira
Não levant’o mastro!!

E ainda se critica
Com teor de razão,
Qu’em tod’a nação
Ninguém s’acredita!

Nesses políticos,
Nossos representantes!?
Porque nós “gigantes”
Somos só “pacíficos”…

E mais impolutos
Nos pequenos actos,
Porque nos negócios os lucros
Têm-nos mais latos…
E o comércio e a vida
Nunca se misturam,
Porque não perduram
S’a ética é seguida…

Há que adequar
A ética ao plano,
E seguir no ramo
A que estiver a dar!

E se não servir
A ética permanente,
Vive-se inocente
No que se transgredir!

Quem a ética faz
É a consciência,
E tod’o bom rapaz
Não a tem em ausência!
Só qu’a adopta
Sim, às circunstâncias,
E s’a ética é curta,
Criam-se distâncias!

E na razão do número
A ética é mais vasta,
E aument’a casta
Que define o rumo…

E criam tendência
De “franca” maioria,
Um laivo que cria
A ética da suficiência…

Joker

ethics

Posted on 29 de Maio de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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