São “anjos”

Podia escrever
Sobr’o sexo dos anjos,
Fingir qu’os marmanjos
São o quinto poder…

Podia colectar
Contos juvenis,
Histórias infantis
Pr’a vos embalar

E ainda poetisar
Sobr’a beleza do mundo,
E qu’o meu Eu Profundo
Tudo pode perdoar…

Mas niss’a mentira
Tornava-s’a fábula,
E toda esta rábula
Nunca existira!!

Mas da realidade
Não podemos fugir,
E pr’a quê mentir
Sobr’a verdade?

Dizer qu’é ético
Ajudar amigos,
Usando “artigos”
Dum Manual eclético!?

E só dar à esposa
Aquilo qu’é bom,
Porque lhes val’o tom
De boa moça!?

Usar do poder
De dar e distribuir,
Pr’a não se resistir
A lá volver?

E nessa incidência
Do mesmo destino,
Ter por paladino
Essa parda eminência?!

E nisso ser julgado
Por anos a fio,
Por esse famoso “brio”
Que lá era planeado!?

E vist’a dimensão
Deste imenso “polvo”,
Ter por “homem novo”
O espírito de missão?

E nessa explicação
Não ver mais que poeira,
E ver seguir a asneira
Sem a sua punição!?

Ter essa perspectiva
Qu’o crime lá compensa,
Porque nisso tinham avença
Directiva…

E não havendo culpados
Fazer do passado razia,
Como se por magia
Os voos fossem optimizados…

E em tal correlação
De tantas “coincidências”,
Não existirem consequências
Pr’a tal associação?

Er’o que faltava
Qu’eu falasse do mito,
E que não acredito
Qu’a Justiça salva!!

E não ver indiciados
Esses grandes trafulhas,
Que mudaram agulhas
Só depois de visados!!

Como se não houvesse
Nada de podre nisto,
E qu’o passado revisto
Não os condenasse!!

E fôssemos santos
Como o santo Cristo,
Dar a face e o resto,
Porque eles são tantos…

E nisto se volvia
“Colegas” contra “colegas”,
Qu’isto assim às cegas
Nunca s’o diria…

E ainda ver do bar
O “santo” padrinho,
C’o seu humorzinho
De fazer chorar…

E dizer qu’importa
Esse belo Rum,
E que não tem nenhum
Do cavalo, à porta!!

É tudo legal
Nesses seus bons usos,
E qu’eles lá estão escusos
De tod’o imoral!!

E s’ali na nomeação
Só escolhia a santa,
Era porqu’a sede era tanta
Com’a isenção!!

E assim a história
Não fic’a meio,
Porqu’o autor tem meio
De vitória!

E s’eles, marmanjos,
Se julgam a salvo, (porque)
S’escondem por alvo,
São “anjos”…

🙂

Joker

turn angel

Posted on 18 de Maio de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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