A vaidade humana

Tod’o bom malandro
Tem sim cabeça,
Mas sempre tropeça…
Resta saber quando!!

E por inteligente
A malandragem,
Perde na imagem
De se querer à frente!

É a vaidade
Mais qu’a ambição,
Qu’é a sua perdição
Na “actividade”…

Pois qu’o malandro
Mais qu’o dinheiro,
Tem que ter primeiro
Um alto-comando!

E ser reconhecido
Lá como um chefe,
E que tod’o magarefe
Se tenha protegido…

E irem-lhe comer
Ali à mão,
E ele ser um “leão”
No que lhe couber!!

E ter um reino
Onde prospere,
E que nisso opere
Em rápido treino!!

Mas é a soberba,
Essa aparência,
A maior deficiência
Dessa reserva…

Qu’o “líder nato”
Quer reconhecimento,
E pr’a dar sustento
Exige o trato!!

E nessa vaidade
De “vencedor”,
Tod’o adulador
Tem nisso “equidade”…

E na celebração:
“O singrar na vida”,
Tem uma comitiva
Pr’o beijar na mão…

É rei e senhor
Esse bom malandro,
E com tod’o bando
Só lhes sai o melhor!?

E ao bom malandro
Pr’a lh’aumentar a estima,
Tem uma “menina”
Que não lhe dá desmando!

E como casal
Esses bons malandros,
Fazem contrabandos
Pr’a aumentar a moral!

E montam correios
Em tais beija-mão,
E não falta ocasião
E nem lhes faltam meios!!

E o mundo inteiro
Está à sua mercê,
E só quem não vê
O malandro, primeiro?

Sempr’a avançar
Primeiro c’os outros,
Aos destinos marotos
Por quem pode nomear?

Tudo coincidências
Na mesa dum bar,
E quem sai a ganhar
Não falt’às ocorrências!!

Come-se do bom,
Bebe-se do melhor!
E o malandro-mor
Ainda elev’o tom!!

E por impunidade
Em tal sentimento,
Quer ainda um aumento
Da clandestinidade!!

E cria uma seita
Como clientela,
Mas em tal esparrela
Se deita…

É nessa soberba
Qu’os malandros caiem,
Porque se distraem
A montar a mesa…

E em tal vaidade
Pr’a ostentar riqueza,
(qu’o malandro quer realeza)
Sai tudo à claridade!!

E fogem já ratos
Tidos por malandros,
Porqu’os altos-comandos
Andam a bicarbonatos!?

E já ninguém dorme
Em casas corruptas,
E já se fazem apostas
Em quem nisto come!!

E esses “perseguidos”
São uns “coitadinhos”,
Que nos arranjinhos
Nunca foram comidos!!

E agora em linha
Dá-lhes quas’a “breca”,
Porqu’a cueca
Não s’a vê “branquinha”…

E o mal dos malandros
É o seu passado,
Que não pode ser apagado…
E quejandos!!

Joker

pensamentos-sobre-a-vaidade-3

Posted on 13 de Maio de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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