O corno de si mesmo

Notam-se manobras
Pr’a esconder o passado,
E o presente é dado
Por antigas sobras

Há uma intenção
Disto equilibrar,
Mas em tal nomear
Ainda sobr’a mão

Essa qu’optimiza
C’o que está escrito,
Pr’a dar ao “bonito”
O qu’ele precisa…

E agora ao outro
Vai-se compensando,
O que se lhe foi tomando
De lucro…

Um lavar d’imagem
Do velho paradigma,
Qu’agora declina
A velha abordagem…

Mas ainda se vê
Aqui e além,
Quem é nisto quem
Nesse velho porquê!!

Esse velho saber
Da associação,
Que por marcação
Se sabia ter!!

Na correlação
De tais destinos,
Sempr’aos mesmos meninos,
A predilecção!

E sentir o resto
Essa espera austera,
Qu’o destino em espera,
Estava em suspenso…

E se reclamada
A disparidade,
Sempre com “verdade”
Era “compensada”…

E nessas missivas
O sistema em “mão”,
Dava-lhes razão
Em tantas negativas…

Tudo se fazia
Em prol dos “meninos”,
Qu’eram pequeninos
Nessa carestia…

E s’outros se viam
Em tal injustiça,
Era por “cobiça”
Qu’eles não podiam…

E assim vivemos
Por anos a fio,
Ao sabor do “brio”
De quem nos dava menos…

E eles mudavam
As vezes que queriam,
E iss’o diziam,
Os qu’operavam!!?

Sim, de boca-cheia
Niss’o confessavam!
E não se chocavam
C’o seu pé-de-meia!!

Dava-os à esposa
E aos bons amigos,
E não há castigos
Pr’a tal gente obtusa!?

Nessa corrupção
Ainda o confessam,
E nunca se lesam
Em tal confissão!?

Na hora d’expediente
Veio ao “confessor”,
Dizer-se um Senhor
Em tal bar decente!?

E assim vivemos
Por dezenas d’anos,
Ao sabor d’enganos
No que “merecemos”!?

Não se passa nada
Em tais evidências,
Que de coincidências
A máquina é pesada!

Por isso s’opera
Em processo à mão,
E na planificação
Tudo se tolera!!

É optimizado,
Diz-nos o Manual,
Mas nesse bornal
Agora achado

Falt’a confiança
Nessa grassa gente,
Que nomeia à frente
Gente da ordenança!!

E vamos confiar
Nesses legatários,
Que tão ordinários
Tratam d’enganar?

E no ordenado
Qu’eles nos retalham,
Nunca se baralham
Em tal voo trocado!?

E assim se vive
Na “Terra do nunca”,
De gente que “brinca”
Com quem não lhes serve!!

Não estamos OK
Dizem-nos no artigo,
E lá está o castigo
Previsto na “lei”!!

E vão-nos ao bolso
Em prol dos amigos,
Ou dos entes queridos
Sem culpa ou remorso!!

É isto que temos
Por bons “colegas”!
Fiemo-nos às cegas
Naquilo que não vemos…

E nada se passa
Que seja de monta,
E a tecnologia de “ponta”
É a nossa desgraça!!

O bom do sistema
Nunca nos serviu,
E à mão, só se viu
De forma plena!?

E fazend’o cálculo
De tantas décadas,
Não há nisto máculas
Em tal assalto?!

E nesta empresa
Em tanto tempo,
Só sobra vento,
Mas não surpresa…

E enganado
Aqui me tenho,
E no meu tamanho
Mais rebaixado!

Viv’a cultura
E a boa ética,
Qu’a minha léxica
Só tem amargura…

Não reconheço
O meu trabalho…
Vivi num baralho
De naipe preso!!

E viciado
Em tantos ases
De “bons rapazes”,
Eu fui “lerpado”!!

Lá fui o “corno”
Deste casamento,
Vivo faz tempo
Com tal adorno!!

E pois mereço
Por ser um crente,
E pr’a essa gente
Ter fraco preço!?

Ser pois tomado
Como uma “puta”,
De fraca luta
E mau-olhado!!

E só merecer
Não mais qu’a esmola,
Porque até na bola
Não pude vencer!!

E por ver na Lei
A conduta ideal,
Ter-me por “ilegal”
Só porqu’o aleguei!!

E assim marcado
Em tal negra lista,
Vê-los só de vista,
E a outro nomeado…

Joker

marquês

Posted on 7 de Maio de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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