O (porco) incógnito

Diz-se preocupado
O nosso anónimo de serviço,
E tem na poesia o “magriço”
Por braço armado!?

Diz-se visado em poema,
Ele que nem dá o rosto,
Um anónimo mal disposto
De quem tenho pena…

Pois que “denegrida”
A sua imagem,
Não tem a coragem
Mais qu’encobrida!?

Não mostr’a cara
O “preocupado”,
Mas é visado
Porqu’o declara!?

E “braço armado”
Dum sindicato?!!
E o tal gaiato
Está “preocupado”…

O “trabalho sujo”
Qu’a poesia faz,
Não é capaz
De tal arrojo!?

Sente-se denegrido
O nosso anónimo,
Qu’em tal heterónimo
É perseguido…

O nosso anónimo
De tão corrupto,
Vê-se impoluto
Em tal encómio!?

E sem s’o saber
Diz-se inocente,
E qu’essa gente
Mente no haver!?

Este corrupto
Está “preocupado”,
Porqu’o resultado
É devoluto!!

E qu’ele os fez
Não restam dúvidas,
Daí tais súplicas
Feitas à vez!!

Acabou o velho
Saber corrupto,
E se já vem outro,
Ele está no vermelho!

Está identificado
Este nosso incógnito,
Que no mail é pródigo
Por bem-comportado!

E lá são os demais
A fazer chicana,
E que se se reclama
Por valores iguais

Ele lá se mostra
Bem “preocupado”,
E já não é pago
Como ele gosta!!

É a Comissão,
É a poesia,
É escrevê-lo no dia
Da revolução?!

Na celebração
Do 25 de Abril,
Veio este imbecil
Falar de contenção?

E querer calar
Quem fal’a verdade,
No dia da Liberdade…
É de assinalar!!!

Veio o “colaborador”
Querer intimidar,
Só por se “chibar”
Ao “administrador”!?

Pensa que refreia
Quem actua em coragem,
Pela livre mensagem
Qu’esta gente odeia!?

Essa igualdade
Que não se pratica,
Por tal gente cínica
Da nossa “amizade”…

E postos a nu
Nessa pública vista,
Há quem nisto resista
Por isto ser tão cru?

E que solução
Se tinha pr’o caso,
De tanto ano em atraso
Desta corrupção?

É fácil julgar
A determinação alheia,
Que de barriga cheia
Também posso pactuar…

Mas não tendo fígados
Pr’a tal consenso,
Fingo-me em pertenço
Ao rol dos amigos?

E depois por anónimo
Alego pelo Pudor,
Pela Ética, pelo Amor,
Ou por outro sinónimo??

E de bolsos cheios
Falo de “braço armado”,
Pois por preocupado
Já me faltam os meios??

E no 25 de Abril
Escrevo e não assino,
Pois qu’ao “assassino”
Não se lhe vê perfil?!

Gente sem face!!
Gente sem coluna!!
Este peso-pluma
Não passa dum disfarce…

Vivi no País Basco
Nos tempos da ETA, (e)
Nunca vi um porco-de-bicicleta,
A escrever, no churrasco….

Joker

animals

Posted on 4 de Maio de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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