Bola de Berlim

Do trabalhador o dia
É pr’a se celebrar,
E quem sai a ganhar
É quem mais o queria!!

E nist’o Júlio
Por Imperador,
Também é trabalhador
No seu pecúlio!

E como ditador
Manda nos seus súbditos,
Qu’ele os lá tem muitos
Por “trabalhador”…

E muito ele “trabalha”
Nessa vez doutrem,
Qu’a ele e a mais ninguém
Lhe calha…

E como bom guloso,
O nosso Júlio César
Quer tod’a riqueza
Pr’o seu bolso…

E nisso só mastiga
Na gula imperial,
Que não há nada de mal
Ele ser a quadriga!!

E como arauto
Ver-se a voar,
Sempr’a dobrar
No alto…

De coroa-de-louros (a)
Saudar às multidões (de)
Romanos ou Teutões,
E demais “mouros”…

E lá nesse dia
Do trabalhador,
O Imperador
Já lá se via…

Pois nessa porta
De Brandemburgo,
O Diabo seja surdo e mudo
S’ele lá se “corta”!

Que de tão guloso
Com’a “bola de Berlim”,
Pois qu’o mundo é assim,
Imperioso!!

E lá se lambuza
Nesse bolo de creme,
Que só ele come
Porque não o escusa!!

E quem está de plantão
Nã’o pode comer,
E só fic’a ver
Este “campeão”!

Pois o Imperador
Tudo pode querer,
E quem fic’a perder
É o trabalhador!!

Joker

Posted on 2 de Maio de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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