Grandes vidas!

S’ao menos pudesse
Voltar atrás,
E ainda rapaz
Disto eu soubesse…

Tinha-me integrado
Não num sindicato,
Que neste biscato
Fui mal ensinado

A discutir leis
Que nada ensinam,
E que só nós minam
Outros ouropéis!

Se disto soubesse
Quando ainda jovem,
Qu’essas leis não cobrem
O que s’enriquece!?

Tinha aderido
Não a esta luta!
Qu’eu de vista curta,
Já estava resolvido…

Criava relações
A um outro nível,
E por invencível,
Tinha outras opções…

Tinha outra regra
Para s’os fazer,
E quem me queria ver
Numa outra entrega!?

E já me sabia
Predestinado!
Ir a tod’o lado
No que ninguém via…

E fazer-me “bem”
Em tais relações,
E em tantas rotações
Eu ser um em cem!!

Ser sempre eu
A voar à certa,
Numa porta aberta
Do reino do céu!!

E em tanta gente
Eu estar lá sempre,
E fazer-me inocente
No voo à “tangente”!

Vir de pára-quedas
Pr’a nist’os compor,
No maior pundonor
Lá segund’as “regras”!!

E rir-me bastante
E mais fazer rir:
“Onde queres ir,
Qu’eu aqui sou gente!?”

“Eu aqui sou rei,
Nesta vida faustosa!
E se é indecorosa,
Disso nada sei…”

“Eu sigo a regra
Do tal Manual,
E se dá sempre igual
Em tal escolha cega”

“Que mais posso fazer
Senão pois aceitar,
Este meu lugar
De lazer?”

Tudo está conforme
Esses bons usos,
Que só nos abusos
Não se passa fome!!

Vou reivindicar
Uma causa colectiva,
Se fazer p’la vida
Dá mais a lucrar?

Estou bem enganado
Há demasiado tempo,
Querem cumprimento
Do que foi votado??

“Não me façam rir
Pois que vivo bem,
E se falta alguém
Vou eu resistir?”

“Sou muito esperto
A viver à farta,
Que nada me falta
No voo em aberto!”

Mas que burro fui
No direito laboral,
O qu’eu aprendi mal
Na regra da Lei!?

Estudar princípios
Deste faz-de-conta,
Quand’a minha conta
Não tem benefícios?

E seguir preceitos
Por Constitucionais,
De que somos todos iguais
Em tais direitos??

Mas que grande farsa
Esse “belo” curso,
Antes dar-lhe uso
A fazer trapaça!!

E se nessa fama
Tirar disso proveito,
E que guarde do Direito:
Quem não chora não mama!

Ou esse dever
De total lealdade,
Mas só na falsidade
Tanto mais merecer!

Qu’essa solidez
Nesse Ser leal,
Não se quer grupal
Se só for à vez!!

“Que distribuído
Não chega pr’a mim,
E fico lá no fim
Depois de lá ter ido…”

“E há nisso rectidão
C’os meus colegas,
Se viol’as regras
P’la sofreguidão?”

“E se sou conviva,
Já niss’os compenso,
Porque sim, mereço
Esta grande vida!”

Se pudesse nascer
Uma vez mais,
Sabia demais…
Pr’a tanto merecer!

(Isto é tudo inveja!)

Joker

cocoplum-miami-mansiones-y-yates (1)

Posted on 26 de Abril de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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