A festa do chibo

“Faco trocas,
E também dou em dação,
Tomo de usucapião,
Mas não abdico d’horas!?

Só mesmo das férias,
E dois dias o qu’é isso!?
Eu não me chame Cabrito
Se vivo das extraordinárias!?

E um dia vou ser bode
De tanto enfardar,
Porque pr’andar aqui a pastar
Cada um faz o que pode!?

E eu posso muito
Em tal serviço de trocas,
Porque pr’as maroscas
Eu sou o Cabrito!!

E salto como quero
Entr’as pedras sindicais,
Porque eu sou dos tais
Que lá prospero!?

E não tenho vergonha
Pr’a sair pelo próprio pé,
Porque nao sendo um mé-mé
Também faço ronha!”

Mas um dia vai chegar
Em qu’o cheiro a bode,
Já ninguém o pode
Suportar…

E lá vai o Cabrito
Abdicar de mais uns dias,
Qu’é um ver-se-te-avias
Na busca do “guito”!

C’um bode só se quer
Mais a balir,
E pr’a quê fugir
Ao bom viver?

C’o bode abdica
De dias de férias…
Que francas misérias
Que ninguém audita!?

Está com’o outro
Pr’a gozar as folgas,
Que já não tem voltas
No gozo de tão pouco…

É como se quer
No reino dos chibos,
Qu’eles só são amigos
De quem mais lhes der!!

Bale, bale, chibo!
Bale sim, mais alto!
Espicha, dá o salto,
Que já te sai recibo!!

Joker

  

Posted on 19 de Abril de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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