O Snack-Bar

Que não é snack-bar
Diz-nos a nossa santinha;
Porque lhe falt’a cozinha
No que lhes dá a papar!

A comida que se serve
Não tem pompa de Restaurante,
E se se há lavagante,
É porque a lagosta ainda ferve…

E chia no caldo fervente
Pr’a mesa dos comilões,
Qu’avança nos camarões
A dar ao dente!!

Tantos comensais
Na mesa dum bar…
Mas ainda há lugar
Pr’a mais!!

Venham daí,
Pois comer do bom!!
Que até há Rum
Do Piauí!!

Ah, daí é a cachaça,
Pr’a fazer caipirinha?
Ah qu’a boa da santinha
Fez disso uma chalaça!!

Não é Restaurante,
É tão só um bar!!
E quem quer papar
Qu’ainda há bastante!?

Temos boas moelas
E porco no espeto!!
São de porco preto;
Vejam as sequelas!!

Vão-se os comensais
De barriga cheia,
Pois montou-se a teia
Pr’a outros arraiais!!

Lá se vai o bar
A servir bebidas,
Porqu’as comidas
Têm que se pagar!!

Só o Rum é gratuito
Por ser tão barato,
Qu’ele mais o prato
Até nem custa muito!

Apenas umas patacas,
Feitas de Bolívar…
Que pr’a se pagar
Basta ir a Caracas!

E isso é tão certo
Na viagem póstuma,
Que no bar s’aposta
Quem lhe está mais perto!!

E os bons convivas
Brindam ao sucesso,
Pois nisto não há nexo
Em tantas voltas-e-sigas!

E se os “caraqueños”
São nisto mais qu’as mães,
É pelo milagre dos pães
D’efeitos tamanhos!!

Por isso é vir
O bom do mojito!!
Que já está escrito
Quem lá há-de ir!!

E que bem se come
Ali em Odivelas!!
Não são só as moelas
Que lhe dão bom nome!

Qu’este Restaurante
Mesmo não o sendo,
Foi sempre em crescendo
Como bar andante!!

E agora conhecido
Por servir tão bem,
Não entra mais ninguém
Senão escondido??

Ai o qu’ele gosta,
O nosso “sindicalista”,
Delegado, grevista,
Desse bar na encosta!

Tanta boa gente
Na roda d’amigos,
Qu’este bar tem testigos
Mesmo ali à frente!!

Tod’o mundo aprecia
Um bar-restaurante,
Que sirva bastante
A quem lhos pedia!!

E em tal sociedade
Fica tudo em casa!!
E se há grão-na-asa,
Não há cumplicidade…

É a roda d’amigos
Em interesses vários,
E se há corolários
No que são servidos

É só por coincidência
Que tudo acontecesse!?
Qu’o bar não oferece
Mais qu’a sua inocência!

E quem beb’a culpa
Não são os suspeitos,
São tod’os efeitos
De se beber cicuta…

Pois envenenados
Em tanta fartura,
Não é na secura
Que ficam curados!!

Podem pois beber
Até à cirrose,
Que já se serv’a dose
Que vos dá a “morrer”…

🙂

Joker

mantra-restaurant-800

Posted on 18 de Abril de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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