Freio

Recebo recados
Desse imenso lobby,
Como se fosse um hobby
Colectar os dados…

E nisso lá visse
Gente de tod’a tendência,
Ond’a “inocência”
Foss’o qu’os unisse!?

Quero lá saber
Se gostam do fruto,
Ou se no caso d’outro,
Não gosta do comer!?

Não faço distinções
Entre “bons” colegas,
Que no uso das regras
São bons comilões!!

C’a parte de leão
Só a eles lhes toca,
E aos outros a boca
Fecha-se-lhes de ração…

Os que pagam a luta
Qu’os outros boicotam,
Porque dele só gostam
Como coisa avulsa!

Só dos vencimentos,
Qu’o operacional
É coisa tão igual
Nos seus cumprimentos

Que têm qu’o violar
Pr’a ganhar o resto,
Qu’o AE é um cesto
Pr’a nele se despejar

O valor dos outros
Na regra violada,
Por sistematizada…
Nesses, poucos!!

Não são muitos
Os qu’o contestam,
E que se manifestam
Em valores afoitos!!

Porque dele vivem
De contestá-lo;
Que só vão ganhá-lo
Porqu’o transgridem!

Que por vocação
Não os faziam…
E nisso lá se queriam
Só de dinheiro na mão!!

Por isso o acordo
É necessário,
Ao seu erário
Em franco engodo!

Se não existisse
Pois essa regra,
Dobrand’a “entrega”…
Há quem os visse???

Quero pois lá saber
S’é fêmea ou macho,
Alto ou baixo,
Homem ou mulher!?

Se é um menino
Ou um rapazão,
E se nessa acção
É um macho latino!?

Sejam felizes
Respeitando outrem,
Que não há quem
Os inveje por “misses”!

E se têm dinheiro,
Carros e casas,
E ainda mais “brasas”
Em tal “cinzeiro”

Fico feliz
Por serem ricos,
E seres quase únicos
Em tal xadrez!

Mas não me lixem
Por ser homofóbico,
E que por anedótico,
Nisso me deixem!!

É o “menino”
Que vos preocupa?
E que não tem culpa
No gosto “leonino”?

É a condição
Que vos inflama?
E se quem reclama
Enunci’a suspeição?!

Não é o sexo
Que nos incomoda!!
É a velha moda
Do mundo ao avesso!

Não há preconceito,
Nem segregação!!!
Há simples enunciação
Dum claro DIREITO!!

A IGUALDADE,
Que tão bem conhecem…
E já s’esquecem
Da nossa fraternidade?

Não “papo grupos”
Por descriminar,
Qu’o meu lutar
É pelos outros!!

Não só por mim,
Mas p’la maioria!!
E há quem se ria
Que não é assim…

Podem dizer
O que quiserem,
E se mais houverem
Em tal “prazer”

Podem pois crer
Qu’eu vou lá estar,
Pr’os denunciar
No que puder!!

E não m’interessa
O sexo ou “raça”,
Pois quem o faça,
Não há quem o impeça…

E só há um meio
De s’o fazer,
O d’exercer
A função de freio…

Joker

veloso

Posted on 18 de Abril de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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