Maria “Dakar”

A Maria de São Tomé
É casada c’o homem sério,
E só pode ser mistério:
O que parece não o é!

Quem veja c’o olhos de ver
Essa incidência incomum,
Em que lhe toca sempre um,
Como um tal verbo d’encher

Dá-se conta do acaso
Em tantos casos iguais,
Que só podem ser naturais…
A que tal certeza dá azo!?

E nessa estadia na ilha
Tudo lhe sai p’los pontos,
Que sendo muitos, dão descontos
Somados em pilha!!

Que há tanta gente sem sorte
Nessa escolha de príncipe,
E qu’em tanto lance
Se vej’o mesmo passaporte!?

E mesmo sem escolha
Nesse destino d’ilhéu,
O voo cai sempre do céu
Como na desfolha!?

É caso de mistério
Nesse ilhéu das rolas,
Qu’em tal voo, por tolas,
Estas voam sem critério…

E em tod’o acaso
Dum tal voo rasante,
Tudo é intrigante…
A que não se faça caso!?

E se há tanta gente
Que não lá põe os pés,
Sabe-se dos porquês,
Ou tudo é indiferente?

Não há silogismo
Qu’isto possa dar,
Qu’a Maria seja Dakar,
Só por puro eufemismo…

Pois de São Tomé
Disso não há dúvida,
E se restar tal rúbrica,
E isto ser o que é?

🙂

Joker

kidson-beach-sao-tome-Artur-Cabral-CZ3B9630-Editar

Posted on 18 de Abril de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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