Ensaio sobr’a cegueira

No livro de Saramago
Os “homens” ficam sem ver,
E nesse mundo se faz crer
Que tudo é vago…

Não há substância
Nesse Humano Ser,
Porque ele sem ver
Reduz-se à insignificância…

E no Homem a besta
Nele já impera,
Porque na cegueira
De si pouco resta…

Torna-se selvagem
Por reptiliano,
Cujo cérebro anciano
Lhe dá fuga e coragem!

Tod’a adrenalina
Pr’a esse combate!
Da fuga ou embate
Na mente assassina!!

Como uma doença
Vinca-nos a cegueira,
Uma raça inteira
Em suma indiferença…

Já não há direitos,
Códigos morais,
Éticas ancestrais
Ou amores-perfeitos!

Sobr’a razão
Sempre do mais forte,
Pois tão só a morte
É a definição…

Tod’os os conceitos
Estão fora-de-vista,
E qu’a humanidade exista
Sem haver sujeitos?

Perde-se a função
De servir ao outro,
Qu’esse já foi morto
Apenas por exclusão…

E vivemos cegos
Na nossa visão,
E pode haver coração
Em tais egos?

No medo da morte,
Nisso não se vive;
Sobreviver já nos serve
De sorte!?

Temos a doença
Mesmo tendo olhos,
Que só vivendo aos molhos
A cegueira avança…

E mesmo com tal vista
Pouco nisto alcança,
E nisso morr’a esp’rança
Geneticista..

Não queremos ver
A realidade!?
E pr’a posteridade
Que legado ter?

Dar aos descendentes
A mesma visão?
Cegos d’antemão,
Já por previdentes?

E tod’o planeta
Tomar-se por cego,
E em Deus tal ego,
Só por ser cegueta?…

🙂

Joker

saramago

Posted on 14 de Abril de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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