O feijão

Tem-se tão vermelho
A espumar de raiva;
E qu’um feijão lhe caiba
No seu olho “esguelho”?

E nessa vermelhidão
Qu’o bem caracteriza,
O “bexigoso” acusa
Pronta comichão!

E já lá se coça
De pródiga sarna,
E nisto tod’a semana
Se roça…

Pois quem suspeitava
Qu’o “bexigoso”
Fosse tão comichoso
Na pele encarnada?

E vê-lo apertado
No olho traseiro,
Coçando o bueiro
No feijão entalado!?

Pois dá comichão,
O feijão em tal olho,
Que sendo zarolho
Nem o sabe feijão!

Tem-no no canal
E nem entra nem sai,
E s’o coça não cai
Do seu rego anal…

E por feijão-frade
De tipo fibroso,
Só lá entra anguloso,
Porque não lhe cabe!

Uma vez lá dentro,
Só coçando não entra,
E ele obrando, aguenta,
Esse sofrimento…

Quer-se em tal rego
Junto aos parasitas,
Pois que c’as lombrigas,
O feijão dá emprego!

E lá comprimido
No olho do ânus,
Tem-se lá por anos,
Isso é garantido!!

Podes pois coçar
O olho do recto,
Que mesmo d’olho aberto,
Ele vai germinar!

Nasce-te um pé-de-feijão
No centro do olho,
Que tod’o teu “repolho”
Se chamará bujão!

🙂

Joker

keep-calm-que-já-não-me-cabe-um-feijão-no-cú

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Posted on 24 de Março de 2016, in Palhaçadas. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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