O “protozoário” Rex

No princípio er’o verbo
Nesse som do Universo,
E tod’o um mundo complexo
Nasceu na ponta do nervo!

Pois que foi do seu dedo
Qu’o Homem foi concebido!
Mas antes dele nascido,
Existiu um mundo de medo…

Habitado por “animais”
Menores qu’os dinossauros,
Mas eles protozoários,
Cá ficaram muitos mais!

São seres da biologia
Que s’estudam no Liceu,
Mas quem é que nisto aprendeu,
A qu’o protozoário servia?

Pois a nada que se saiba
Nesse segredo divino,
Que como um vírus assassino,
Faz tanta falta com’a raiva!

Por isso lá proliferam
Em funções que são malditas,
E se nisto são parasitas,
É por isso que prosperam!

Há variâncias na espécie,
Que vão do intestino à vagina,
Pois a raça, pequenina,
Não se dá à superfície…

Mas há outros que se dão
Em água doce ou salgada,
Ou na terra alagada,
Pródiga à reprodução!

Pois na regra da mitose
São seres assexuados,
E nisto, por duplicados,
Lá nos repetem a dose!

Há uma raça mutante
Na linha protozoária,
Que foi nisto libertária
Do parasita-navegante!

E lá solto nesse ar
Ainda que seco d’água,
O protozoário “alaga”
Tud’o possa sugar!

E ainda que lá pequeno
Na raça “d’aviador”,
É o protozoário maior,
P’la dimensão do veneno!

Gostando de viajar
Nas suas viagens aéreas,
Tem nas doenças venéreas
Outro meio de se propagar…

Pois vivendo lá no ar
Muito tempo de tal vida,
O protozoário em seguida
Faz lá questão de pousar…

E o pouso é sempre exacto
No sitio dessa micose,
Pois que sempre repet’a dose,
E do destino já está farto!

Mas com’o bom parasita,
Suga tudo quanto há!
E se for mais um Bogotá,
Sempre dá mais “guita”…

E nunca se sabe
Quand’o pouso acaba,
E se lá vem a lavra
Doutro monstro alarve!?

Por isso é comer
Tudo quanto resta…
Porque s’acaba a festa
Do “sobreviver”!

Mas o protozoário
Por pré-histórico ser,
Vai sobreviver,
Por ser necessário!

Pois qu’o parasita
É regulador,
E por “trabalhador”,
Vai viver da mitra!

E nisto s’adapta
A qualquer cenário,
Por isso é necessário
No que “mata”!

E s’a Natureza
E o dedo de Deus,
Nisto os fez seus…
Por sua beleza!?

Quem serei eu
Par’os renegar?
E nisto me queixar
Do meu?

Presto a homenagem
A tão viva raça!
Qu’o protozoário passa
Em qualquer viagem!

E é pois aprender
C’a espécie evoluída,
Qu’a humanidade está perdida
Se disto não souber!?

E extinguir-se-á
Da face da Terra,
Se nisto não aterra
Noutro “Bogotá”!

E fazer do local
Outro jardim do Edén,
Usando o próprio “sémen”
Desse “animal”!

E povoar o planeta
Com seres invertebrados,
E nascerem “El Dorados”
Como se de proveta!

E nomear por Rei
O próprio parasita,
Pois nele gravita
Essa nova Lei!

E sermos felizes
Até ao findar das eras,
Por protozoárias heras
Tornadas raízes…

E fazer uma colmeia
Pr’o “protozoário” Rex!
Qu’o parasita merece
A barriga cheia!!

🙂

Joker

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Posted on 17 de Março de 2016, in Palhaçadas and tagged . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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