Salto Civilizacional

Eu sei qu’o heroísmo
Desse passado distante,
É hoje motivo ausente
Por “seguidismo”

E enquanto poucos
Lá dão a rosto,
No polo oposto
Não há mais “loucos”!

E enquant’a massa
Nisto assiste,
Quem lá resiste
Tem nisto graça!

E todos rimos
Das “falcatruas”,
Mas em tais ruas
Só os “paladinos”!

Os que resistem
No desconforto,
Sim têm rosto,
E não se demitem!

Mas há o preço
Por se pagar,
E quem sai a lucrar
Nunca vai preso!

Há sim loucura
Na resistência,
Pois qu’a potência
Nisto perdura!

E quem se vende
A quem dá mais,
Pelos demais
Não s’arrepende!

Porque ele pobre
De tal espírito,
No nosso grito
Já s’encobre!

E nesse medo
Age em surdina,
Porque s’afirma
Em tal segredo!

E por voluntário
Do seu interesse,
Sabe-s’o esse,
O necessário!

Imprescindível
Homem de mão,
E por vocação
“Incorruptível”!

Mas acossado
Pela verdade,
Pela sua liberdade
Já se tem visado!

Tem nisso direitos
Que são integrais,
Porque p’los demais,
Não lhe interessam feitos!

O seu interesse
É materialista,
Mas é moralista
Naquilo que vence!

E se muito ganha,
Não passa dum pobre,
Porque se lhe descobre
A razão barganha!

Não passa de troca
Da sua moral,
Por valor residual
Na sua marosca…

Sente-se usado
No qu’o dinheiro compra,
Mas a maior afronta
É ser identificado!

E ali exposto
Por quem resiste,
Sente-se ‘triste”,
Num grande “desgosto”…

E já se socorre
Dos meios “legais”,
Ameaçando mais
No que lhe ocorre….

E nessa covardia
Do anonimato,
Vende-se mais barato…
Falta-lhe ousadia!

E encurralado
Nessa descoberta,
Tem uma porta aberta
Noutro voo “trocado”…

E uma vez cretino,
Pr’a sempre vendido!
E sente-se ofendido
Por ser pequenino!?

Mas a vida custa
No valor do acto,
E pr’a tal gaiato
A “troca” é justa!

E ele é bem justo
Nessa concepção,
E mais, tem razão,
Se nist’o assusto!

Pois pode perder
Duas preferências,
E em tais reticências
Já não mais poder!

E pior qu’um pobre
De mentalidade,
É s’a autoridade
Nist’o descobre…

E lá desfazendo
Esse tal novelo,
E em tod’o atropelo,
Não fazer, fazendo…

E tê-lo suspeito
Desse “compadrio”,
E ao tio ao tio…
Que só deu o jeito!?

E nisto haja justiça
Ainda que tardia,
Porque ninguém “via”
Tamanha cobiça…

E só os malucos
Nisto por incrédulos,
Somaram os elos
Destes “mamelucos”…

Que vistos na teia
Dum forte padrão,
Terem uma “associação”
Para o pé-de-meia!!?

E o que aí virá
Está por se saber,
Mas há que enaltecer
Que disto já não há….

Ou é residual
Por comparação,
E a multidão
Saberá do total!

Porqu’a indignação
Lá falou mais alto….
É nisto se verá um salto
De “civilização”!

😉

Joker

  

Posted on 15 de Março de 2016, in Palhaçadas and tagged . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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