Os 15 indomáveis patifes

Eles quinze dão pr’a tudo,
São pau pr’a tod’a colher,
E se nisso mais não houver,
Rapam o fundo….

Esfomeados como andam
Desde qu’a mudança veio,
Choram no meio,
Que já não mamam!

E por patifes
Em tal passado,
Comem fiado,
Mas já não bifes!

Qu’as vacas gordas
Ficaram loucas,
E hoje poucas…
Não dão pr’as bodas!

Que nesses anos
Dito dourados,
Foram saqueados
Por tais fulanos!

Milhares de Euros
Só pr’os eleitos,
Sem mais defeitos,
Nem prontos erros!

Nessa firmeza
Pr’a ajudar,
Queriam salvar
A dita empresa!?

Qu’em situação
Deficitária,
Se tinha necessária
Deste cifrão!

Meio milhão
Só em dois anos,
Pr’os tais fulanos
Da “salvação”!

Pois que sem eles
Não s’os faziam,
E eles só queriam
O deles…

E nisto’a culpa
Morre solteira,
Qu’a vertente financeira
S’oculta…

Mas no registo
Das nomeações,
Estes cifrões
Tiveram o visto!?

E com carta branca
Pr’a se nomear,
A quem cobrar
Pois massa tanta?

Não há culpados
Neste propósito,
Pois no depósito
Não foram “dados”!

E os “conscientes”
D’aviação,
Só queriam o pão,
Por previdentes…

E dando o peito,
Mas escondend’o rosto,
A vida tem mais gosto,
Por se ser eleito!

E estando OK,
Pronto pr’a voar,
Sabe-se a ganhar
O TPay…

É tudo a dobrar
Mas por boa causa,
Ganham uma asa
Só por descolar…

E ganham outra
Em cada aterragem,
Que nist’a coragem
É trôpega…

E só com reconforto
Voam nessas folgas,
Porque não vão de modas,
No aeroporto…

E com mais uns milhares
No final do ano,
Não há nisto engano
Se voam aos pares!

E todos os demais
Que lá têm escrúpulos,
Não passam de ursos
Nos valores totais!!

Pois o “cabrito”
Ganha mais num ano,
Que todo “insano”
Que esteja nisto atónito!

E o “Iron Man”
Que ninguém o apanha!?
Sabem quanto ganha
Na nota escrivã?

E o nosso “Figueira”,
Qual predador,
Que não tem pudor
De qualquer maneira!?

Qu’o Senhor dos Passos,
Estando deslocado,
Ía a tod’o lado
Pr’a engordar os maços!

E a Maria
De “São Tomé”?
Que fora-de-pé
Ninguém a via?

C’a Paula Golias
É moça de peso,
E o dinheiro, obeso,
Não dá arrelias…

Que dos “ais”, a Ana,
Nisto se tem recta,
E anda mais erecta
Quanto mais a “grana”!

Qu’o Zé do Telhado,
Como bom taberneiro,
Lá só vê dinheiro
No caldo entornado…

E s’o nosso Ranger
Não veio do Texas,
Não perd’as remessas
Nem que seja pr’a Tanger!

Pois s’o Júlio César
Pass’o Rubicão,
Não há mais aviação
S’o Imperador se lesa!

E pede ao Capitão
Que veio do gelo,
Que faça do atropelo,
A legislação!

Senão o “Morteiro”
Dá-lhes c’a bazuca,
E já ninguém desfruta
Do nosso dinheiro!

Do público erário
Pr’o bolso da “Carraça”,
Que ninguém a passa
No voo “necessário”…

Mas há muitos mais
Neste ávido gosto,
Pois chegados a “Agosto”,
Vêm os arraiais!

E nessa justificação
Tudo serv’a desculpa,
Pois que dist’a culpa,
É da (restante) tripulação…

Tudo malta fixe,
Da mesma indumentária!
Gente necessária;
Gente que nos lixe!

Basta-lhes acenar
C’a cor do cifrão;
Quinze “homens” de mão
“OK, para VOAR”!

Castellariposter2

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Posted on 6 de Março de 2016, in Acções, AE, Aviação, Condecorações, Doenças, Impostos, Negociações, Palhaçadas, Poesia, Portugal, Privatização, Redes Sociais, Viagens and tagged , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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