O vampiro

Tem-se o vampiro exangue
Em tantos destinos voados,
Qu’eles por planeados,
A todos nos sug’o sangue!

Pois qu’a vida de vampiro
É coisa de muito sangue,
Que muitos fazem um gangue
A viver o tiro-liro!

São um bando insaciável
Na busca do seu quinhão;
Onde foram, quantos são,
Nesse roaster tão mutável?

Sempre prontos a voar
Ao destino de tal sangue,
Qu’ao vampiro quem o mande,
De pronto lhe está a pagar!

E o sistema é voraz
Nesse sangue que bombeia,
Que do vampiro, o pé-de-meia
Se faz…

E nist’o sangue jorra
No destino tão escolhido,
Qu’o vampiro, por protegido,
Lá aforra…

E ao contrário do Drácula
Nunca se sacia com pouco,
Porque este vampiro é louco
De mácula…

E podendo tudo suga
Nas suas viagens nocturnas,
Que das diurnas
É sanguessuga!

E nunca pára,
Pois de sugar!
Qu’está a estudar
Uma lingua rara…

Estudando Russo,
Por viajante…
Este mutante
Só tem pele e osso!

Vive do sangue
Das suas presas,
Qu’em tais riquezas
Ostent’a glande!

E no seu porte
De morcego nobre,
Nunca será pobre,
Por “sorte”!

Sempre lhe sai
Um qualquer Moscovo,
Ou um Helsínquia,
Num ai!

É por silogismo
Qu’o vampiro os faz,
E nisto é rapaz
Do maior populismo!

Que da suas “dicas”
Se faz poesia,
E quanta alegria
Por serem empíricas!

É ele qu’as escreve
Por sua experiência,
E nessa excelência
Lá descreve a neve…

Que vê por Moscovo
Vinte vezes ao ano!
Que não há engano…
Outro Domedovo!!

E não tem a culpa
Da sua natureza,
E qu’ostenta nobreza
Por maior desculpa!?

Pr’a salvar a nação
Vai pr’a Bogotá,
Que de lá pr’a cá
Ainda lhe sobra coração!

E vai a Belgrado
Fazer uma perna,
Qu’isto da vida eterna
Dá pra tod’o lado!

E no seguinte dia
Ainda vai a Maputo,
Porqu’o tempo, curto,
A mais não servia…

E ele só descansa
Dentro do caixão,
E em qualquer estação
A noite não cansa…

E quem é eterno
Na sua vivência,
Não lhe dá a sonolência
De Verão ou Inverno!

E está sempre recto
Para ir voar,
Qu’ele “jejuar”
De caixão aberto??

E s’a vida é boa
A voar por sangue,
A mando da gangue…
Fica por Lisboa???

Nem pensar no caso
Qu’o sangue já brota!
E se nisto há batota,
Por qualquer atraso

Tem-se sempre atento
A salvar a seita,
E já não se deita
P’la noite dentro…

🙂

Joker

 

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Posted on 3 de Março de 2016, in Acordos, Aviação, Coelhos, Corrupção, Greve, Justiça, Panamá, Poesia, Portugal, Protocolos, Redes Sociais, TAP and tagged , , , , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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