Mantra

Há um som de criação
Nesse Mantra lá escutado,
E daí o resultado
Terá força nessa acção

Já qu’a voz se fez ouvir
Nesse seio de poder!
Que por lá fez saber
No que pode reduzir…

Os gastos exorbitantes
A favor duma mão-cheia,
No qu’aos outros sobr’a meia
Na condição de tripulantes…

E sabido da falácia
Construída nesse Mantra,
Há pois disso massa tanta
Como medicamento em farmácia…

Estão à vista tais acções
Nessa série de proveitos,
Qu’essa bolsa d’eleitos
Lá se tem em nomeações…

Tudo à farta, a contado,
A favor sempre dos tais,
Pois não somos todos iguais
No Manual lá achado…

Há uma reserva d’eleitos
A quem tudo calha “à grande”,
Pois há nisso quem mande
Pagar-se-lhes proveitos…

Pois nessa lista PN
Tudo se escolhe e nomeia,
E eles são a mão-cheia
Que estão na “pen”…

Provas são aos milhares
Dessas vivências corruptas,
Que tidas por boas condutas
Por tais lugares…

Criaram a fama
Desse “bom” Mantra!
Pois quem nisso canta,
De nada reclama…

Chegam ao Nirvana
A viver sem mácula,
Pois que nist’o crápula
Lá tem boa fama!

E pode negociar
As idas e as voltas,
E viver de “trocas”,
Lá sem pernoitar…

Tudo lá se cruza
Como um cozinhado!
E não há pecado
No qu’o Mantra abusa…

Têm-se na impunidade
A viver no céu,
E não há escarcéu
Por tal fraternidade…

Que cumpram os demais
O que lá está escrito,
Que tod’o proscrito
Não ganha p’los tais!

Há duas vivências
Ali bem redigidas,
Qu’hoje estão escondidas
Por tais reticências…

Mas o Manual
Lá sem tem a salvo!
E nele tem-se o alvo
Deste manancial…

Vivem desses esquemas
Nessas entrelinhas,
E em mais adivinhas
Que passam por lemas!

Não são boas práticas
As que lá fui lendo,
Que hoje compreendo
Nas razões didáticas:

Queriam moralizar
Desvirtuando o acordo,
E assim agir de modo
A bem (se) governar!

E quem nisso ía
Tinha salvo-conduto
No vencimento, bruto,
Que “produzia”…

E a austeridade
Nem lhes chegava perto,
Pois estavam a coberto
Da clandestinidade!…

Mas hoje o Mantra
Foi reproduzido…
E ficou no ouvido
A conversa franca!

Existe a esperança
Pr’a um novo dia,
E quem diria
Que há confiança?!

Já s’ouv’o mantra
Numa outra voz…
E já não há algoz
Pr’a tentar-se contra!

Hoje o paradigma
É juntar a prova,
E nessa boa-nova,
A verdade, acima!

E mostrar o Mantra
Que vingou por anos,
Em tantos desenganos,
De tanto pilantra!!

E mostrar a eito
Quem viveu do “bom”,
Por se ter no tom
Do fazer “bem feito”!

E com esse facto
Lá haver Justiça!
E tomar da cobiça
O seu valor, exacto!

E depois com isso
Apurar-se despesa,
Com tod’a certeza,
Do valor conciso!

E com outro uso
E com outra gente,
Num manual decente
Acabar c’o abuso!

E na negociação,
Outro paradigma!
Sem a velha sina
Dessa comunhão…

Ond’o velho Mantra
Ainda é ouvido,
Nesse som fugido
Qu’ainda se canta…

mantra aum

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Posted on 11 de Janeiro de 2016, in AE, Aviação, Corrupção, Negociações, Normativos, Palhaçadas, Política, Privatização and tagged , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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