O país dos “democratas”

I

No país dos “democratas”
Não há bela sem senão:
Não mandam os que cá estão!
Nisto valem por piratas!

Usurparam o poder,
Abordando esse barco!
Que navegava já farto,
Do que vinh’a abastecer…

O país desses dobrões,
Nesse ouro e farta prata,
Mas o Costa, por pirata,
Resgatou-os dos porões…

E tomando essa riqueza,
Pôs-se à frente do governo!
E ao rumo lá pôs termo
De Portugal ter certeza!

Pois tomand’a República
Num golpe dito d’Estado,
O país ficou tomado
Pela sua própria dúvida!?

Não vale por corsário
Apesar de ter patente,
Se numa abordagem jacente,
O país não tem erário!?

E se põe à descoberta
Da fortuna declarada,
Qu’ela estava já tomada
Na sua própria coberta!?

Pois qu’o navegador
Dessa nau da taprobana,
Só deixara pela rama
Esse erário “sonhador”…

E gastara o dobrão
Expectand’a abordagem,
Pois sentido nova aragem
Ao tesouro deu vazão…

E o pirata por valente
Lá tomou a velha barca,
Que por galeão, e por farta,
Era barca e sem gente…

II

Tudo tinha emigrado
Pr’as colónias do guinéu,
Onde entã’o europeu,
Tivera o seu “el dorado”!

Mas agora emigrante
Em colónia sem dinheiro,
Clam’o seu do estrangeiro:
Qu’ele lá paga, adiante…

Os impostos nacionais,
No valor residual…
E quem manda em Portugal,
É quem fora, pede mais!

E lá clama do poder
Qu’o pirata resgatou!
Pois que s’ele emigrou,
Foi por pensar em volver!

E se pag’a peso d’ouro
Nessa escolha d’emigrante,
Ele sabe que por diante
O governo tem pelouro…

E já quer o seu regresso
“Expatriado” da política,
Qu’ele não crê nessa crítica
Ao pirata pelo preço…

Pois qu’o Euro é moeda
Que não val’o sacrifício,
E Portugal é resquício
Dessa diáspora que medra!

E por se ter “democrata”
Quem cá vive é “vermelho”,
E assim não morre de velho…
Qu’isso mata!

Tod’o oposto pensamento,
É assim catalogado!
Qu’eu não sou advogado
Do meu próprio sentimento…

Pois ele é militante
Desd’a sua tenra idade,
E nisso sab’a “verdade”
Mesmo qu’esteja distante!

Pois no cartão do partido
Tem a sigla do saber!
E isso dá-lh’o poder
D’o ter consigo…

Tod’a verdade reluz
Num cartão alaranjado!
E este país é julgado
No qu’essa verdade seduz…

E tendo desse programa
Tanta pr’a ler e contar;
Conta que não há-de parar
Num post tod’a semana!

E assim bem ilustrar
Os demónios da política,
Qu’ele lá só beatifica
Os negócios do bem-estar!

Pr’a ele só há corruptos
No “partido socialista”,
E no espectro do “golpista”
Tod’os negócios são turvos…

Os do “social-democrata”
Justificam-se necessários,
Mesmo que sejam legatários
Da ilegalidade mais farta…

E nisto s’acompanha
Da diáspora mais além,
Pois só lá a terra-mãe
Se vive na entranha…

E eles, mais nacionais
Do que aqueles que cá estão,
Sabem mais do qu’a razão
Qu’estes votaram, por tais!

Não se sabem governar,
Já diziam os romanos…
Mas são estes fulanos
Que nos podem ensinar?

Pag’os meus impostos
De cidadão cumpridor,
E ainda sou nisso “amador”
Por não votar nos seus “rostos”?

E ainda m’ensinam
A votar bem às direitas,
Qu’eles, de malas feitas,
Já se destinam…

Mas qualquer país
Já não lhes basta,
E aqui, por casa,
Não há ninguém feliz!

Por isso acusam
Outros de “vermelhos”,
Que nisso são sérios
Porque s’escusam…

De viver no centro
D’autocracia….
E quanta alegria
Não sentem por dentro!?

Vivem c’o Marxismo
À moda Africana,
Mas quem de lá reclama
Do nosso “golpismo”?

E recebem louros,
Num país sem pobres…
Qu’eles ganham cobres,
E quem cá está….tesouros!?

Joker

luanda

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Posted on 7 de Dezembro de 2015, in Governo, Palhaçadas, Poesia, Política, Portugal and tagged , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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