Resumo

Não se conforma
À Constituição,
Quem diz que não
À sua norma?

E por “golpista”
Tom’o legítimo,
Nesse seu ritmo
“Constitucionalista”?

Pr’o “democrata”
A Lei é mote,
Se nist’o “golpe”
Não o acata…

E fala do voto
Por condição,
Como s’a eleição
Elegesse outro!

Não pois aquele
Feito golpista,
A qu’a Lei revista…
“Dava com ele!”

E nisto convocar
Novas eleições,
Pr’as multidões
Poderem mudar…

Este desígnio
Não democrático!
Pois, por lunático
No seu escrutínio

Deu maioria
A tod’a esquerda,
E isso é uma merda
Pr’o que se queria!

E s’a Constituição
Não dá resposta,
Em quem s’aposta
Na governação?

A não ser na cor
Que se patrocina,
Qu’isso s’ensina
A qualquer amador…

E mesmo avisado
Dessa minoria,
Quem o imaginaria
Pr’a indigitado?

Por condição
Já natural,
Queria-se igual
Governação?

E nesse voto
Do hemiciclo,
O fim de ciclo
Não importa outro?

E lá pois indica
Um outro e tal,
Que não sendo igual…
O mumifica!

E faz o aviso
Do fim do túmulo,
Qu’o seu rumo
Não está a prazo…

Pois a três meses
Detém o poder,
De poder dizer
Adeus aos Portugueses…

E deixar quem sabe
A governar,
Que não há vagar…
Até qu’isto acabe!

E nisso fender
Esta austeridade,
Qu’a liberdade
Nisto tem querer!

Qu’a Constituição
Está em vigor!
E o “Adamastor”
Da governação…

Já foi proscrito
Par’as calendas,
Onde rezam as lendas
Do seu próprio mito!

Que lá fez a história
De quatro anos,
Em tantos enganos,
De futura memória…

Qu’eu não m’esqueço
Por Social-Democrata,
Que desde essa data,
Disso esmoreço…

Pois bem os sei
Já por extremistas,
Qu’em tais conquistas
Do que herdei…

Já se esgotaram
Em tais direitos,
E hoje, conceitos,
Nem se gritaram…

Pois, esmorecidos,
Em tais corruptos,
Já não há frutos
Pr’a serem colhidos…

E outros, gordos,
Já os comeram!
E nisso s’esmeram
A favor de “todos”…

E só nos resta
Acreditar!
E quem vai pagar
O resto da festa…

Vão ser os suspeitos
Do costume,
Qu’isso resume:
Escolher os eleitos!

Mas uma mudança
Que seja pequena,
Já será plena,
Sem abastança!

Mude-se o estilo,
O “cizentismo”!
Algum brilhantismo,
Um porte tranquilo…

Algo de novo,
Bem mais humano!
Não o “soberano”
Fingindo o povo!

E sem gravidade
Nas opções,
E de mil razões,
Outra verdade!

Não por austera,
Não por sentença!
E pr’a “doença,
Resposta sincera…

Sem alarmismo,
Desnecessário!
E um novo erário
Sem clientelismo…

Outra atitude,
Sem a soberba!
E dessa “reserva”
Haja saúde!

Não só dinheiro,
Mas as pessoas…
São todas boas (e)
Vão pr’o estrangeiro?

E aos reformados
Maior o respeito!
Qu’o seu direito,
Não sejam trocados…

E que s’erradique
A “peste grisalha”,
Na voz de gentalha
Tomada por chique…

E haja justiça
Sem a quem olhar,
E  se possa pagar
P’la sua cobiça!

E sobr’o planeta
Como recurso vital,
Sem ele, qu’ideal
Se tem por meta?

Mas há novo ar,
Que já se respira,
E do resto transpira
Um breve tardar…

Joker

Tomada de posse do XX Governo Constitucional

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Posted on 27 de Novembro de 2015, in Assembleia da República, CDS, Coelhos, Constituição, Corrupção, Eleições, Europa, Governo, História, Hospitais, Impostos, Justiça, Legislativas, Ministro, Negociações, Orçamento de Estado, Outras Entidades, Passos Coelho, Poesia, Política, Portugal, PP, PR, Presidente, Privatização, Propaganda, PS, PSD, Redes Sociais, Saúde, Sociedade, Tratado Europeu, União Europeia, Urgências and tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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