Enterro

Com cara d’enterro
Lá se deu posse,
Que não à sua hoste
Por margem de erro…

Mas de pronto, avisou
Dos “plenos poderes”!
Exercendo quereres
Que nunca largou!

Só mud’o rosto
Pr’a sua política,
Daí essa crítica
P’lo seu desgosto!

Morreu Portugal
No governo mais curto,
Qu’agora vem outro
Fazer tanto mal…

Mas ele garante,
Desta democracia,
Avisou que seria
Em si, militante!

Pois nunca deixara
Escapar o sorriso,
Mesmo d’improviso
Quand’o “indicara”…

Mas largou encómios
Pr’o ex-primeiro,
Que no “atoleiro”
Usou dos neurónios!

E a todos salvou
Dessa bancarrota,
Sem fazer batota
No que “trabalhou”

Promessas fiscais,
Serviço da dívida!
Qu’ela aflitiva…
Deixara ainda mais!?

E do reembolso
Em si prometido,
Nada é devolvido…
Pois não há “caroço”!

Em tanta promessa,
Nada se cumpriu!
Qu’em nada serviu,
Ao ambiente de “festa”…

Que na nova posse
Mesmo com ameaça,
Não há mais “desgraça”
Que nisto se desse!

Mudou-se o discurso,
Falou-se d’esperança…
Não há pois, vingança,
Nem prova d’abuso!

Que ilegitimidade
Pode sobressair,
S’o governo sair
Da complementaridade?

Dum inaudito acordo
Tomado à esquerda,
Sem qu’isso dê perda
Ao voto do povo!!

E depois do aviso
Do acordo presente,
Não foi o presidente
Qu’agiu d’improviso?

Ao não dar ameia
Às suas intenções,
Querendo soluções
Vindas d’Assembleia?

E nisso indigitando
Por minoritário,
Crendo-se legatário
Do seu memorando?

E depois de deposto,
Brincou à política,
Ouvindo por cínica,
Tod’o santo rosto?

E depois decidiu
Pelo “mal menor”…
Podia ser pior,
Visto quem ouviu!?

E dar seguimento
À sua gestão,
Para consagração
Deste “crescimento”…

Que de “sustentado”
Só gera riqueza!
No que resta de pobreza,
É tudo inventado!!…

Mas era incontornável,
Essa decisão!
E um “governo de mão”…
Coisa ingovernável!

E teve qu’engolir
Esse grande “sapo”!
Qu’abriu o papo
Pr’a se fazer ouvir!

E desmentiu
A austeridade,
Por continuidade!!
Quem não o ouviu?

Que por solução
Não é ess’o caminho,
Pr’a este “cantinho”
Ter saúde, educação!

E assim crescer
Por país igual,
Onde haja um ideal
Para s’aprender!

E tenha esse povo
Uma real escolha,
Onde não s’encolha
O Estado, por estorvo…

E deixe ao privado
Tod’a solução….
Pois que na nação
Só val’o seu primado!?

E assim s’entende
Qu’o fim neo-liberal,
Faça passar mal
Quem nist’o ofende!

E que nesse acto
De tomada de posse,
O seu discurso fosse
Um novo ultimato!?

E da sua face
S’extraísse o luto,
Como salvo-conduto
Par’a sua classe…

Joker

Costa

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Posted on 27 de Novembro de 2015, in Assembleia da República, CDS, Coelhos, Constituição, Governo, Legislativas, Ministro, Orçamento de Estado, Palhaçadas, Passos Coelho, Poesia, Política, Portugal, PP, PR, Presidente, Propaganda, PS, PSD, Saúde, Sociedade, Tratado Europeu, União Europeia and tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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