Partido único

Dois partidos
Fundidos num,
Equivalem-s’a algum
Dos seus nativos?

Perpetuar o poder
Perdend’a identidade,
Por pura oportunidade
D’o exercer?

O centro-direita
Assim se funde,
E o grande esconde
Essa suspeita…

Qu’o pequeno
Já desparecido,
Está no partido
Como endógeno…

A Democracia
Dita cristã,
Não faz afã
De outra via…

E sobrevive
O “Popular”,
No seu lugar
De declive…

Que por pequeno
Nunca se vê,
Mas tem um quê
De partido pleno!

Irrevogável
É o preceito,
Que lhe dá jeito
Por ministeriável…

E dar-se ares
De ser governo,
Mas por pequeno
Junto dos pares…

E perpetuar
A sua política,
Que por atípica
Se vai fundar…

A nova Paf
Partido único!
Num alfabético
De metastáse!

Aglutinados
Por “Portugal”,
Num residual
D’indigitados!

Qu’a “maioria”
E o presidente,
Põem à frente
Quem ele queria…

Não Portugal,
A Constituição!
Mas a união
Residual…

Único partido
De validade!
Pr’a austeridade
E o “prometido”!

Não há opção
Nesta leitura,
E da vacatura
Desta eleição

Vai-se manter
Esta “gestão”!
E há lá razão
Pr’a se mudar?

E não há pressa
Pr’a decisões,
Qu’as eleições
Não passam desta!

Vai-se mudar
A Constituição!
Por revisão…
Protocolar!

E o partido
Deste governo
Será eterno…
Por renascido!!

Cavaco

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Posted on 17 de Novembro de 2015, in Palhaçadas, Poesia and tagged , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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