Mudança de rumo

Lá se foi a venda
Desse bom producto,
E perder-s’o surto
Feito d’encomenda?

E deitar a perder
Tão bons assessores,
Que por mediadores
Nã’o queriam perder…

E o último anel
Salvo por um triz!
Qu’a “bem” do país
Já estava no papel…

E por s’abortar
A venda “já feita”,
Com’uma desfeita
Que se vai pagar

Tem-se nomeado
O homem da venda,
Pr’a outra prebenda
No banco “roubado”!

A tantas pessoas,
Nisso expoliadas!
Porque enganadas
Em promessas “boas”!

E nist’o Banco
Tem que ser vendido,
Num valor medido…
Que não valha tanto!

E niss’o indigitado
Como especialista,
É um Economista
Com valor de mercado!

Pois tendo experiência
De vendas em saldo,
É o banco dado
Só por concorrência!

Estando esta dupla
No Banco Central,
Como se fosse de Portugal,
A quem s’imputa a culpa?

Com’ao Espírito Santo,
Por cujas garantias,
Sobraram mais uns dias
Nas promessas e tanto!

Por esse presidente,
Mais o “governador”
Ter dito – Sim Senhor,
O banco está pujante!!?

E estando lá o Monteiro
A banco está vendido!
E s’a fundo perdido…
A outro Barraqueiro?

Não se vendeu a TAP
A esse consórcio?
Com’o melhor negócio
Desta “nossa” PaF?

E se não se lucrar
Nesta operação,
Pode esta aviação
Continuar a voar?

Mantend’a maioria
No capital social,
Pode este Portugal
Voar por mais um dia?

Ou é o descalabro
Sem a “recapitalização”,
E perde-se a função
A que se dev’o Estado?

Não é a privatizar
Que tudo s’optimiza,
E o Estado s’agiliza
Vendendo pr’a lucrar?

E dá à Economia
A sua “eficiência”,
Pois só a concorrência
Tudo financia!?

E nesses sectores
D’interesse vital,
Se vende Portugal
Aos especuladores?!

O modelo é seguro
Na privatização!?
Pois qu’a aviação
Tem incerto futuro…

E tida por selvagem
A dita concorrência,
Há nisto emergência
Se nisto houver coragem?

Por modelo solvente
S’esper’a solução,
Qu’a culpa tem razão
No Estado indiferente…

Por isso é preciso
Um modelo de gestão,
Que faç’a optimização,
E acabe c’o passivo…

E se optimize
A sua eficiência,
Face à concorrência
Sem medo da crise…

E nessa gestão
S’atente aos serviços,
Nos pecados “omissos”
Da “colaboração”…

E haja novo rumo
Pr’a essa empresa,
E nesta subtileza…
Um governo póstumo!

Joker

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Posted on 9 de Novembro de 2015, in AE, Aviação, Governo, TAP and tagged , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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