Luta de “classes”

Mostrei a falcatrua
Aos olhos da instituição…
E nem que sim nem que não!?
Ao ser posto na rua…

Por falta de legitimidade
Não pude seguir adiante,
Denunciando essa gente…
Que voa na clandestinidade!

E durante essa conversa
Fizeram semblante sério!?
Daí tamanho mistério
Pr’a não s’agir bem depressa!?

O atentado ao acordo
De forma tão reiterada,
Como parte encontrada…
Não justifica outro modo?

Tem forma de sindicato
Os órgãos nele eleitos,
E neles valem os pleitos
Pr’a se cumprir o acordado?

Ou é só por acção política
Que se quer dar cumprimento,
A um acordo a cem por cento
Com uma classe qu’abdica?

Desse mesmo cumprimento
A um interesse individual,
E no registo sempre igual
Há razões pr’o envolvimento?

Ou vai-se os olhos tapar
Ao regime muito antigo,
De que mais vale um amigo
Qu’um acordo em seu lugar?

E assim volt’a estranhar
A intensa ilustração,
Que querem mais união!?
Sem pr’a isso litigar?

Querem fazer cumprir
Aquilo que está a prazo,
O acordo está no ocaso
E agora vai ressurgir?

Sabendo-se desse sistema
Que nele vigora há anos,
Porque se fingem enganos
Se queda tudo na mesma?

Os mesmos que voam sempre
Em modo anti-acordo,
Vão agir doutro modo
Pr’o bem de tanta gente?

Agora é que vão mudar
As suas boas intenções?
Porque não s’intentam acções
Que muito podem provar?

Agindo contra empresa
Não contr’os associados,
Por esses pactos violados
Por prova de tal clareza!?

Não há pois, fundamento
De mostrar à maioria,
Quem voa por simpatia
Numa proposta d’aumento?

E vislumbrando da crise
Os que lhe passam ao lado,
Por terem o voo marcado
Só por fazerem “striptease”!?

E como bons transformistas
Mascaram-se pr’a tod’o evento,
Voando a cem por cento
Nessas folgas já revistas?

E c’a prova ali ao lado
De tantos anos a fio…
O sindicato não viu
O acordo violado?

E em tantos milhões
Pagos a “bons profissionais”,
Nós somos os outros tais
Que voam sem “comissões”!

Cumprindo o que se tem
Na prova do nosso acordo,
Defendendo-o com denodo
O que se ganha, também?

Acordo qu’a tudo serve,
Na gente que nem o paga!?
E se eu ganho pois nada!!
Nos mecanismos da greve…

O que m’interessa cumprir
S’a instituição não actua?
Sou posto no olho da rua…
Porqu’o mundo pode ruir?

E assim verem-se as faces
Da gente que tudo vende!?
E isto ainda surpreende
Nesta luta de “classes”?

Porqu’o interesse vigente
É o centro do nosso umbigo!
E anda, traz um amigo…
Qu’atrás vem gente!

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Posted on 29 de Outubro de 2015, in Acções, AE, Aviação and tagged , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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